quinta-feira, 18 de agosto de 2016

METEMPSICOSE

O LIVRO DOS ESPÍRITOS. CAPÍTULO XI
METEMPSICOSE.
Quanto à comunhão de origem dos seres vivos no princípio inteligente não é a consagração da doutrina da metempsicose, porque são duas coisas que podem ter a mesma origem e não se assemelharem em nada mais tarde. Quem reconheceria a árvore, suas folhas, suas flores e seus frutos no germe informe que se contém na semente de onde saíram. No momento em que o princípio inteligente atinge o grau necessário para ser Espírito e entrar no período de humanidade, não tem mais relação com o seu estado primitivo e não é mais a alma dos animais, como a árvore não é a semente. No ser humano, somente existe do animal o corpo, as paixões que nascem da influencia do corpo e os instintos de conservação inerente à matéria não se pode dizer, portanto, que tal ser humano, é a encarnação do Espírito de tal animal, e. por conseguinte a metempsicose, tal como a entendem, não é exata.
O Espírito que animou o corpo de um ser humano jamais poderia encarnar-se num animal, porque isso seria retrogradar, e o Espírito não retrograda, assim como o rio não remonta à nascente.  Por mais errônea que seja a ideia ligada à metempsicose, não seria ela o resultado do sentimento intuitivo das diferentes existências do ser humano.
Reconhecemos esse sentimento intuitivo nessa crença como em muitas outras; mas, como a maior parte dessas ideias intuitivas, o ser humano a desnaturou.
Comentário de Kardec: A metempsicose seria verdadeira se por ela se entendesse a progressão da alma de um estado inferior para um superior, realizando os desenvolvimentos que  transformariam a sua natureza; mas é falso, no sentido de transmigração direta do animal para o ser humano e vice-versa, o que implicaria a ideia de uma retrogradação ou de fusão. Ora  não podendo realizar-se essa fusão entre seres corporais de duas espécies temos nisso um indicio de que se encontram em graus não assimiláveis e que o mesmo deve acontecer com os Espíritos que os animam. Se o mesmo Espírito pudesse animá-los alternativamente, disso resultaria uma identidade de natureza que se traduziria na possibilidade de reprodução material. A reencarnação ensinada pelos Espíritos se funda, pelo contrário, sobre a marcha ascendente da natureza e sobre a progressão do ser humano na sua própria espécie, o que não diminui em nada a sua dignidade  o que o rebaixa é o mau uso que faz das faculdades que Deus lhe deu para o seu adiantamento. Como quer que seja à antiguidade e a universalidade da doutrina da metempsicose e o número de seres humanos eminentes que a professaram provem que o principio da reencarnação tem suas raízes na própria natureza; esses são, portanto argumentos antes a seu favor do que contrários.
O ponto de partida do Espírito é uma dessas questões que se ligam ao principio das coisas e estão nos segredos de Deus. Não é dado ao ser humano conhecê-los de maneira absoluta e ele só pode fazer, a seu respeito, meras suposições, construir sistemas mais ou menos prováveis. Os próprios Espíritos estão longe de tudo conhecer e sobre o que não conhecem podem ter também opiniões pessoais mais ou menos sensatas.
É assim que nem todos pensam da mesma maneira a respeito das relações existentes entre o ser humano e os animais. Segundo alguns, o Espírito não chega ao período humano senão depois de ter sido elaborado e individualizado nos diferentes graus dos seres inferiores da criação. Segundo outros, o Espírito do ser humano teria sempre pertencido à raça humana, sem passar pela fieira animal. O primeiro desses sistemas tem a vantagem de dar uma finalidade ao futuro dos animais que constituiriam assim, os primeiros anéis da cadeia dos seres pensantes; o segundo é mais conforme á dignidade do ser humano e pode resumir-se da maneira que segue.
As diferentes espécies de animais não procedem intelectualmente umas das outras, por via de progressão; assim, o Espírito da ostra não se torna sucessivamente do peixe, da ave, do quadrúpede e do quadrúmano; cada espécie é um tipo absoluto, física e moralmente, e cada um dos seus indivíduos tira da fonte universal a quantidade de princípio inteligente que lhe é necessária, segundo a perfeição dos seus órgãos e a tarefa que deve desempenhar nos fenômenos da Natureza, devolvendo-a a massa após a morte. Aqueles dos mundos mais adiantados que o nosso são igualmente constituídos de raças distintas, apropriadas ás necessidades desses mundos e ao grau de adiantamento dos seres humanos de que são auxiliares, mas não procedem absolutamente dos terrestres, espiritualmente falando. Com o ser humano já não se dá o mesmo.
Do ponto de vista físico, o ser humano constitui evidentemente um anel da cadeia dos seres vivos; mas do ponto de vista moral há solução de continuidade entre o ser humano e o animal. O ser humano possui, como sua particularidade, a alma ou Espírito, centelha divina que lhe dá o senso moral e um alcance intelectual que os animais não possuem; é o seu ser principal, preexistente e sobrevivente ao corpo, conservando a sua individualidade. Qual é a origem do Espírito? Onde está o seu ponto de partida? Forma-se ele do principio inteligente individualizado? Isso é um mistério que seria inútil procurar e penetrar e sobre o qual, como dissemos, só podemos construir sistemas.
O que é constante e ressalta ao mesmo tempo do raciocínio e da experiência é a sobrevivência do Espírito, a conservação de sua individualidade após a morte, sua faculdade de progredir, seu estado feliz ou infeliz, proporcional ao seu adiantamento na senda do bem, e todas as verdades morais que são a consequência desses principio. Quanto às relações misteriosas existentes entre o ser humano e os animais, isso, repetimos, está nos segredos de Deus, como muitas outras coisas cujo conhecimento atual nada importa para o nosso adiantamento e sobre as quais seria inútil nos determos.
Bibliografia: O Livro dos Espíritos.



DAS OCUPAÇÕES E MISSÕES DOS ESPÍRITOS.

O LIVRO DOS ESPÍRITOS. CAPÍTULO X.
DAS OCUPAÇÕES E MISSÕES DOS ESPÍRITOS.

Os Espíritos cuidam de outra coisa além do nosso melhoramento Espiritual, pois concorrem para a harmonia do Universo, executando a vontade de Deus, do qual são os ministros. A vida Espírita é uma ocupação contínua, mas nada tem de penosa como a da Terra, pois não está sujeita à fadiga corpórea nem às angústias da necessidade.
 Já os Espíritos inferiores e imperfeitos desempenham também um papel no Universo, onde todos têm deveres a cumprir no universo.
Vale dizer que todos temos de habitar em toda parte e adquirir o conhecimento de todas as coisas, presidindo sucessivamente às funções concernentes a todos os planos do Universo. Mas, como se diz no Eclesiastes, há um tempo para cada coisa. Assim, este cumpre hoje o seu destino neste mundo, aquele o cumprirá ou já cumpriu em outro tempo, sobre a Terra, na água, no ar etc.
Todos devem percorrer os diferentes graus da escala, para se aperfeiçoarem. Deus, que é justo, não poderia ter dado a uns a ciência sem trabalho, enquanto outros só a adquirem de maneira penosa.
Comentário de Kardec: Da mesma maneira, entre os seres humanos, ninguém chega ao supremo grau de habilidade numa arte qualquer, sem ter adquirido os conhecimentos necessários na prática das funções mais ínfimas dessa arte.
Os Espíritos da ordem mais elevada, nada mais tendo a adquirir, não se entregam a um repouso absoluto, pois se entregam a outras ocupações. A eterna ociosidade seria um suplício eterno.
A natureza de suas ocupações, primeiramente recebem diretamente as ordens de Deus, e as transmitem por todo o Universo e velam pela sua execução.
As ocupações dos Espíritos são incessantes, pois o pensamento deles está sempre em atividade, pois eles vivem pelo pensamento. Mas é necessário não equiparar as ocupações dos Espíritos com as ocupações materiais dos seres humanos. Sua própria atividade é um gozo, pela consciência que eles têm de ser úteis.
Os Espíritos inferiores têm ocupações apropriadas à sua natureza. Jamais confiaríamos ao trabalhador braçal e ao ignorante os trabalhos de um ser culto.
Entre os Espíritos há os que são ociosos ou que não se ocupem de alguma coisa útil. Mas esse estado é temporário e subordinado ao desenvolvimento de sua inteligência. Certamente que entre os seres humanos, existem aqueles que vivem apenas para si; mas essa ociosidade lhes pesa e, cedo ou tarde, o desejo de progredir lhes faz sentir a necessidade de atividade, e são então felizes de poderem tornar-se úteis. Falamos de Espíritos que atingiram o ponto necessário para terem consciência de si mesmo e de seu livre-arbítrio. Porque, em sua origem, eles são como crianças recém-nascidas que agem mais por instinto do que por uma vontade determinada.
Os Espíritos examinam os nossos trabalhos de arte e se interessam por eles, pois examinam o que pode provar a elevação dos Espíritos e seu progresso.
Quanto ao Espírito que teve uma especialidade na Terra, como um pintor, um arquiteto. Por certo do outro lado da vida ele se interessa de preferência pelos trabalhos que constituíram o objeto de sua predileção durante a vida terrena.
Por exemplo: Se for bom, se interessará por eles na proporção que lhe permitam ajudar a elevação das almas a Deus.
Agora devemos admitir que um Espírito que praticou uma arte na existência em que o conhecemos, pode ter praticado outra em outra existência, porque é necessário que tudo saiba para tornar-se perfeito. Assim, segundo o seu grau de adiantamento, pode ser que nenhuma delas constitua uma especialidade para ele. E isso é o que entendemos o que os Bons Espíritos dizem que tudo se confunde num objetivo geral. Pedem inclusive que notemos ainda isto: o que é sublime para nós no nosso mundo atrasado, não passa de infantilidade, comparado com o que há nos mundos mais avançados. Como queríamos que os Espíritos que habitam esses mundos, onde existem artes desconhecidas para nós, admiremos o que, para eles, não é mais que um trabalho escolar. Eles examinam aquilo que pode provar o progresso.
Assim deve ser para os Espíritos bastante adiantados. Para os menos adiantados é diferente. Seu ponto de vista é mais limitado, e podem admirar aquilo mesmo que admiremos.
Os Espíritos se imiscuem algumas vezes em nossas ocupações e em nossos prazeres, onde os Espíritos vulgares estão incessantemente ao nosso redor e tomam parte, às vezes bastante ativa naquilo que fazemos, segundo a nossa natureza. E é bom que o façam, para impulsionar os seres humanos nos diferentes caminhos da vida, excitar ou moderar as suas paixões.
Comentário de Kardec: Os Espíritos se ocupam das coisas deste mundo na razão da sua elevação ou da sua inferioridade. Os Espíritos superiores têm, sem dúvida, a faculdade de considerá-las nos seus mínimos aspectos, mas não o fazem senão na medida em que isso seja útil ao progresso. Os Espíritos inferiores somente ligam a essas coisas uma importância relativa ás lembranças que ainda estão presentes em sua memória, e às ideias materiais que ainda não foram extintas.
Os Espíritos que têm missões a cumprir cumprem-nas em estado errante ou encarnado, podendo fazê-lo num e noutro estado. Para certos Espíritos errantes essa é uma grande ocupação.
As missões de que podem ser encarregados os Espíritos errantes são tão variadas que seria impossível descrevê-las; existindo aquela que não poderíamos compreender.
Comentário de Kardec:  As missões dos Espíritos bons têm sempre o bem por objeto. Seja como Espírito, seja como seres humanos, são encarregados de ajudar o progresso da humanidade, dos povos, ou dos indivíduos num circulo de ideias mais ou menos largo, mais ou menos especial, de preparar as vias para certos acontecimentos, e de velar pela realização de certas coisas. Alguns têm missões mais restritas e de certa maneira pessoais ou inteiramente locais, como de assistir aos doentes, os agonizantes, os aflitos, de velar pelos que estão sob a sua proteção de guias,  de dirigi-los pelos seus conselhos ou pelos bons pensamentos que lhes surgem. Pode se dizer que há tantos gêneros de missões quantas as espécies de interesses a resguardar, seja no mundo físico ou no mundo moral. O Espírito se adianta segundo a maneira por que desempenha a sua tarefa.
0s Espíritos não compreendem sempre os desígnios que estão encarregados de executar. Há os que são instrumentos cegos, mas outros sabem muito bem com que objetivo agem.
No cumprimento de missões dos Espíritos, a importância delas está em relação com a capacidade e a oração do Espírito. O estafeta que leva um despacho cumpre também uma missão, que não é a do general.
Quanto à missão de um Espírito que lhe é imposta, ele a pede e alegra-se de obtê-la. A mesma missão pode ser pedida por muitos Espíritos, pois há sempre muitos candidatos, mas nem todos são aceitos.
A missão dos Espíritos encarnados é instruir os seres humanos, ajudá-los a avançar, melhorar as suas instituições por meios diretos e materiais. Mas as missões são mais ou menos gerais e importantes. Aquele que cultiva a terra cumpre uma missão, como aquele que governa ou aquele que instrui. Tudo se encadeia na Natureza;  ao mesmo tempo em que o Espírito se depura pela encarnação, também concorre por essa forma para o cumprimento dos desígnios da Providencia. Cada um tem a sua missão neste mundo, porque cada um pode ser útil em algum sentido.
A missão de pessoas voluntariamente inúteis na Terra é de pobres seres que devemos lamentar, porque expiarão cruelmente sua inutilidade voluntária. Seu castigo começa frequentemente desde este mundo, pelo tédio e o desgosto da vida.
Do direito de escolha, o por que preferiram uma vida que em nada lhes poderia aproveitar, é porque juntos aos Espíritos há também os preguiçosos que recuam diante de má vida de trabalho. Deus os deixa fazer; pois compreenderão mais tarde e à sua própria custa os inconvenientes de sua inutilidade e serão os primeiros a pedir para reparar o tempo perdido. Talvez, também, tenham escolhido uma vida mais útil, mas uma vez em ação a recusaram, deixando-se arrastar pelas sugestões dos Espíritos que os incitavam à ociosidade.
Dentro das ocupações comuns que nos parecem antes deveres que missões propriamente ditas, podemos reconhecer que um ser humano tem uma missão real na Terra pelas grandes coisas que ele realiza, pelo progresso que faz os seus semelhantes realizarem.
Os seres humanos que têm uma missão importante que são predestinados a ela, as vezes  antes do nascimento e têm conhecimento disso. Mas, na maioria das vezes, o ignoram. Só têm um vago objetivo ao virem para a Terra; sua missão se desenha após o nascimento e segundo as circunstâncias. Deus os impulsiona pela via em que devem cumprir os seus desígnios.
Quando um ser humano faz uma coisa útil não é sempre em virtude de uma missão anterior e predestinada. Ele é frequentemente o instrumento de que um Espírito se serve para fazer executar alguma coisa que considera útil. Por exemplo, um Espírito julga que seria bom escrever um livro que ele escreveria se estivesse  encarnado; procura o escritor mais apto a compreender o seu pensamento e a executá-lo; dá-lhe então a ideia e o dirige na execução. Assim, este homem não veio a Terra com a missão de fazer a obra. Acontece o mesmo com alguns trabalhos de arte e com as descobertas. Deve-se dizer ainda que durante o sono do corpo, o Espírito encarnado se comunica diretamente com o Espírito errante, e que se entendem sobre a execução.
O Espírito pode falir na sua missão por sua culpa, se não for um Espírito superior.
As consequências para ele é que terá de reiniciar a tarefa; está nisso a punição. Depois sofrerá as consequências do mal que tenha causado.
Quanto à confiança que Deus pode confiar uma missão importante e de interesse geral a um Espírito que poderia falir, é que Deus não sabe se o seu general será vitorioso ou vencido. Ele  sabe dos seus planos, mas que irão abandonar a obra em meio do trabalho não.
O Espírito que encarna para cumprir uma missão não tem as mesmas apreensões daquele que o faz como prova, porque ele tem experiência.

Os seres humanos que são os faróis do gênero humano, que se esclarecem que tem certamente uma missão, há os que se enganam e que, ao lado de grandes verdades, difundem grandes erros, devemos considerar como falseada por eles. Eles estão abaixo da tarefa que empreenderam. É necessário, entretanto tomar em conta as circunstâncias; os gênios devem falar segundo o tempo, e um ensino que parece errôneo ou pueril para uma época avançada poderia ser suficiente para o seu século.
A paternidade é, sem contradita, uma missão. E ao mesmo tempo um dever muito grande, que implica, mais do que o ser humano pensa, sua responsabilidade para o futuro. Deus põe a criança sob a tutela dos pais para que estes a dirijam no caminho do bem. E lhes facilitou a tarefa dando à criança uma organização débil e delicada, que a torna acessível a todas as impressões.  Mas há os que mais se ocupam de endireitar as árvores do pomar do que fazê-las carregar de bons frutos, do que endireitar o caráter do filho. Se este sucumbir por sua culpa, terão de sofrer a pena, e os sofrimentos da criança na vida futura recairão sobre eles, porque não fizeram o que lhes competia para o seu adiantamento nas vias do bem.
Mas se uma criança se transviar, apesar dos cuidados dos pais, estes não são responsáveis. Mas quanto mais as disposições da criança são más, mais  a tarefa é pesada e maior será o mérito se conseguirem desviá-la do mau caminho.
Se uma criança se torna um bom adulto, apesar da negligência ou dos maus exemplos dos pais, estes se beneficiam com isso, porque Deus é justo.
A natureza da missão do conquistador, que só tem em vista satisfazer a sua ambição e para atingir o alvo não recua diante de nenhuma calamidade. Deus as vezes deixa que isto aconteça muitas vezes, para fazer avançar mais rapidamente um povo.
Aquele que é instrumento dessas calamidades passageiras é alheio ao bem que delas pode resultar, se propondo um alvo pessoal; o aproveitamento desse bem será dado a cada um a recompensa segundo as suas obras, o bem que desejou fazer e a orientação de suas intuições.
Comentário de Kardec: Os Espíritos encarnados têm ocupações inerentes à sua existência corporal. No estado errante ou de desmaterialização suas ocupações são proporcionais ao seu grau de adiantamento.
Uns percorrem os mundos, instruindo-se e preparando-se para uma nova encarnação.
Outros, mais avançados, ocupam-se do progresso dirigindo os acontecimentos e sugerindo pensamentos favoráveis; assistem aos seres de gênio que concorreram para o adiantamento da Humanidade.
Outros se encarnam com uma missão de progresso.
Outros tomam à sua tutela indivíduos, famílias, aglomerações humanas, cidades e povos dos quais se tornam anjos da guarda, gênios protetores e Espíritos familiares.
Outros, enfim, presidem aos fenômenos da Natureza, dos quais são os agentes
diretos.
Os Espíritos comuns se imiscuem nas ocupações e divertimentos dos seres humanos.
Os Espíritos impuros ou imperfeitos esperam, nos seus sofrimentos e angústias, o momento em que praza a Deus conceder-lhes os meios de se adiantarem. Se fizerem o mal é pelo despeito de ainda não poderem gozar do bem.
Estas anotações de Kardec dão-nos a visão de conjunto das funções dos Espíritos na natureza, e justificam a sua afirmação de que os Espíritos são uma das forças naturais do Universo. As doutrinas espiritualistas que acusam o Espiritismo de não reconhecer a existência de classes de Espíritos não humanos desconhecem este quadro. O Espiritismo é monista e considera toda a evolução espiritual como um processo único que se define na Humanidade, mas reconhece as fases pré-humanas dessa evolução. Como vemos acima, os Espíritos estão em toda parte e exercem universalmente a sua ação inteligente.


Bibliografia: O Livro dos Espíritos.

domingo, 14 de agosto de 2016

QUE NO DIA DOS PAIS






NESTE DOMINGO ESPECIAL
EM QUE SE COMEMORA  O
DIA DOS PAIS, QUE TODOS
OS DESENCARNADOS E
OS ENCARNADOS,  SE SINTAM
ABRAÇADOS E ABENÇOADOS
COM PAZ E A LUZ DO AMOR
SUPREMO DO NOSSO PAI
MAIOR, E DE JESUS.
QUE TODOS
INDISTINTAMENTE PARENTES
OU NÃO SE SINTAM
FELIZES JUNTO AOS SEUS.
SÃO OS VOTOS DE GETULIO E FAMÍLIA.










sábado, 13 de agosto de 2016

HOMENAGEM AOS PAIS.

PEQUENA HOMENAGEM AOS PAIS.
MEUS PARENTES, AMIGOS, E DEMAIS.

Com a paternidade acabei aprendendo a carregar duas crianças no meu colo simultaneamente, a ajudar a trocar fraudas e embalar com canções de ninar, e outros.
A princípio não estava acostumado com isso, mas de repente a minha vida se transformou e tudo era dado a elas.
A minha vida dali se resumiu nos meus filhos, e mais tarde nos netos, pois um único sorriso deles me derreto, e com isso o dia se torna mais feliz para mim. É um amor incondicional, crescente e diário, porque são as razões da minha vida, que com seus amores e gestos singelos me afagam a minha alma e dão o sentido da minha vida. Nunca imaginei que com os meus 73 anos, fosse amar tanto a minha família, que hoje se resume também em noras e familiares deles e os meus. Somos uma só família, e todos procurando empurrar o barco para o mesmo lado.
A paternidade, e como avô, sogro e outros, me transformaram em um moleque e mais responsável. Acabei ficando mais sentimental e conectado ao meu lado infantil. Se eu tivesse que partir desse mundo agora iria muito feliz, pois acho que consegui plantar algo de bom nessa vida.
Uma família.

Mensagem escrita pelo Médium Getulio Pacheco Quadrado.

Meu blogger: getuliomomentoespirita.blogspot.com

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

SOBRE A TAREFA DE NÓS OS PAIS, E OUTROS.
O Dia dos Pais teve origem na antiga Babilônia, há mais de 4 mil anos. Um jovem chamado Elmesu moldou em argila o primeiro cartão para o Dia dos Pais com mensagens em que desejava sorte, saúde e longa vida ao seu pai.

Em 1909, a data surgiu nos Estados Unidos por Sonora Luise1 motivada pela admiração que sentia pelo seu pai, William Jackson Smart. O interesse pela data difundiu-se da cidade de Spokane para todo o Estado de Washington e daí tornou-se uma festa nacional, oficializada em 1972 pelo então presidente Richard Nixon, sendo comemorada sempre no terceiro domingo do mês de junho.

No Brasil, o Dia dos Pais surgiu em meados da década de 50, pelo publicitário Sylvio Bhering2 celebrada inicialmente no dia 28 de fevereiro, dia em que comemora-se o dia de São Joaquim, patriarca da família e, segundo a tradição da igreja católica, também o Dia do Padrinho. Atualmente, o Dia dos Pais é comemorado sempre no segundo domingo do mês de agosto.

A Paternidade

Em O Livro dos Espíritos, de Allan Kardec, Parte Segunda – Capítulo 10 - "Ocupações e missões dos espíritos", encontramos a seguinte explicação sobre a paternidade:

582 - Pode se considerar como missão a paternidade?

"É, sem dúvida, uma missão, e é ao mesmo tempo um dever muito grande que obriga, mais que o homem pensa, sua responsabilidade diante do futuro. Deus colocou a criança sob a tutela de seus pais para que esses a dirijam no caminho do bem, e facilitou a tarefa, dando à criança um organismo frágil e delicado que a torna acessível a todas as influências. Mas há os que se ocupam mais em endireitar as árvores de seu pomar e as fazer produzir bons frutos do que endireitar o caráter de seu filho. Se esse fracassa por erro deles, carregarão a pena e os sofrimentos do filho na vida futura, que recairão sobre eles, porque não fizeram o que deles dependia para seu adiantamento no caminho do bem".

Segundo o livro “Nos Domínios da Mediunidade”, André Luiz3 , através da psicografia do médium Chico Xavier a paternidade vai além da missão de educador; é abordada com enfoque maior ao progresso moral, como evidencia o trecho a seguir [...] "A paternidade e a maternidade, dignamente vividas no mundo, constituem sacerdócio dos mais altos para o Espírito reencarnado na Terra, pois através dela a regeneração e o progresso se efetuam com segurança e clareza" [...]

A paternidade, segundo o espiritismo, significa receber preciosos talentos, que conforme o ensino da Parábola dos Talentos encontrada em O Evangelho de Mateus (25:14-29), devem ser movimentados com inteligência para que produzam os juros devidos, ou seja, o adiantamento daqueles por cuja educação nós tenhamos sido responsáveis, é o momento de transição em que o homem deixa de ser filho para ser pai, com responsabilidades com um outro ser.

José Herculano Pires4 aborda a questão da paternidade num enfoque maior à responsabilidade de educar em bases cristãs:


“A Educação Cristã reformou o mundo, mas os homens a complicaram e deturparam. A consciência do pecado pesou mais nas almas do que a consciência da libertação em Cristo. Tomás de Aquino5 ensinou: ´...Mães, os vossos filhos são cavalos!´ Educar transformou-se em domar, domesticar, subjugar. A repressão gerou a revolta e reconduziu o mundo ao ateísmo e ao materialismo, à loucura do sensualismo.

A Educação Espírita é a Renascença da Pedagogia Cristã. É nela que o exemplo e o ensino do Cristo renascem na Terra em sua pureza primitiva. Precisamos reformar os nossos conceitos de educação à luz dos princípios espíritas e dos grandes exemplos históricos. Dizia uma grande figura espiritualista inglesa, Annie Besant6 , que cada criança e cada adolescente representam planos de Deus encarnados na Terra e endereçados ao futuro. Aprendemos a respeitar essas mensagens divinas. Lembremo-nos de nossa própria infância e se por acaso verificamos que nossa mensagem se perdeu ao longo da existência, que nosso plano divino foi prejudicado pelos homens, pelos maus exemplos e pelos ensinos falsos, juremos perante o nosso coração que havemos de evitar esse prejuízo para as novas gerações. Pais, sejamos mestres! Mestres, sejamos pais!

Que cada rostinho de criança aberto à nossa frente, como uma flor que desabrocha, nos desperte no coração o melhor de nós mesmos, o impulso do amor. Que cada adolescente, na sua inquietude e na sua irreverência - jovem ego que se afirma pela oposição ao mundo - não provoque a nossa compreensão e a nossa ternura. Para domar o potro precisamos de sela e das esporas, mas para educar o jovem só necessitamos de amor. A educação espírita como no lar como uma fonte oculta e deve ganhar a planície como um rio tranqüilo em busca do mar” (PIRES, J. Herculano - Pedagogia Espírita, Edicel, 1985
Postado há 14th August 2011 por Espiritismo
MENSAGEM DIVULGADA PELO MÉDIUM GETULIO PACHECO QUADRADO

ROS.


PODEMOS CONSIDERAR COMO MISSÃO A PATERNIDADE?

Po
de-se considerar a paternidade como uma missão?
- É, sem contradita, uma missão. E, ao mesmo tempo, um dever muito grande, que implica,
mais do que o homem pensa, sua responsabilidade para o futuro...”
(Questão 582, de O Livro dos Espíritos – Allan Kardec)

Constatando que a sociedade atual abriga em seu seio uma grande quantidade de jovens que apresenta sensíveis desequilíbrios, seguindo pela vida na contra-mão da ordem, podemos admitir, sem medo de errar, que eles refletem aquilo que aprenderam com os adultos ou, no mínimo, expressam a indiferença com que foram tratados na infância, com raras exceções.
Incontestavelmente, é uma questão muito séria dentro do contexto em que vivemos, pois que inúmeras famílias amargam, na intimidade, problemas advindos do comportamento juvenil, onde se identificam rios de lágrimas e vulcões de desespero eclodindo dos corações paternos.
E a pergunta surge inevitável: O que fazer?
Para os casos em que se tornaram patentes os desvios de comportamento e as atitudes em desalinho, há que se procurar pelos recursos que a ciência nos coloca à disposição, temperados por grandes doses de amor, resignação, paciência e disciplina dos pais, para que a planta tenra ainda possa ser endireitada e transformar-se na árvore frondosa e produtiva do futuro.
Mas a grande investida deve mesmo ser quanto à condução das nossas crianças, pois esses pequenos seres que se formam para a vida, carregarão para o porvir as mensagens que receberem na infância.
Daí, obviamente, ser a paternidade uma missão. E não podemos educar uma criança sem que tenhamoseducação, pois que impossível se torna dar daquilo que não temos. Certamente, precisamos ter consciência do que estamos passando aos nossos pequenos, uma vez que nos próximos dias estarão dando amostras do que ensinamos a eles. Isso, sem dúvida, é muito sério.
Os pais que não honram seus compromissos financeiros, que gastam mais do que ganham, lecionam aos filhos como eles devem agir quando forem adultos.
Os genitores que tratam mal os idosos que têm em suas casas ensinam aos meninos como gostariam de ser tratados quando chegarem à velhice.
Aqueles que invadem a privacidade alheia e não reconhecem a liberdade de cada criatura, informam aos “infantes” como devem agir perante as pessoas de suas relações.
Os pais que não se respeitam e que se dão à infidelidade conjugal demonstram às suas crianças como, no futuro, elas deverão se posicionar perante o companheiro ou a companheira.
Aqueles que são preguiçosos, pela inoperância e comodismo, ensinam que o trabalho não é um bom caminho.
Já, aqueles que são trabalhadores, respeitosos, altruístas, cumpridores dos seus deveres, responsáveis pelos seus atos perante a sociedade, participativos, atuantes, honestos, fraternos e solidários, informam aos filhos como deve agir um homem de bem, realmente preocupado em formar uma sociedade mais justa e humana.
Equilibrar um jovem que se precipitou pelas veredas dos equívocos, realmente não é tarefa serena, embora necessária e urgente, mas conduzir a criança, desde os primeiros dias, pelas estradas sublimes do equilíbrio, é obrigação intransferível dos pais, pois que será mais fácil educar na infância que consertar na juventude.
No meio social, é comum as pessoas afirmarem que gostariam de ser missionárias na Terra. Assim, podemos festejar, pois todos temos a nossa missão e, de uma importância extrema: a missão da paternidade. Exercendo-a com dignidade, construiremos a sociedade dos nossos sonhos, onde a paz e a felicidade, sem dúvida, estarão presentes ou, menosprezando-a, estaremos semeando espinhos, cujos reflexos serão uma farta colheita de sofrimentos. A escolha é nossa.

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

A CURA PELO ESPIRITISMO.

SÍNTESE DE ALGUNS FENÔMENOS ESPÍRITAS

A CURA PELO ESPIRITISMO.
         1-QUEM CURA NA REALIDADE SÃO DEUS, JESUS, NOSSOS MENTORES, E PRINCIPALMENTE A FÉ DE CADA UM.
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2-NOSSA RELIGIÃO TEM UM FATOR PREPONDERANTE. POIS ALÉM DE ENCAMINHAR OS ESPÍRITOS MENOS ESCLARECIDOS PARA UM APRENDIZADO. ELA NOS POSSIBILITA O INTERCÂMBIO COM OS NOSSOS MENTORES ESPIRITUAIS, QUE FORAM AQUI MÉDICOS, ENFERMEIROS E OUTROS, E QUE CONTINUAM LA TRABALHANDO EM PROL DA CARIDADE.
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3-PARA TERMOS UMA BASE, QUE QUANDO VAMOS CONSULTAR NAS SALAS DE PASSES OU DE CURA, PARECE QUE OS MÉDIUNS ADVINHAM O NOSSO SINTOMA. O QUE OCORRE É QUE O MENTOR DA PESSOA QUE VAI CONSULTAR, FALA PARA O MENTOR DO MÉDIUM E ESTE TRANSMITE PARA O ENFERMO.
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4-NÃO TRABALHAMOS DENTRO DO SOBRENATURAL QUE ACREDITA EM MILAGRE, E SIM NOS FENÔMENOS PARANORMAIS, ONDE SÃO APLICADAS ALGUMAS LEIS QUE REGEM OS FLUIDOS EM BENEFÍCIO DA HUMANIDADE.
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5-NA VIDA NEM TUDO DEPENDEM DE DEUS, DE JESUS E DOS MENTORES ESPIRITUAIS, ONDE 50% NÓS TEMOS QUE FAZER POR MERECER, E OS OUTROS 50 SIM DELES.
POR ISSO ALGUMAS PESSOAS CONSEGUEM OBTER ESTAS DÁDIVAS MAIS RÁPIDO, E OUTRAS DEMORAM MAIS.
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6-GERALMENTE AS PESSOAS QUE VÃO AO CENTRO ESPIRITA, VEM PENSANDO TER UM PROBLEMA MATERIAL, QUANDO ELA É ESPIRITUAL, OU SEJA, UMA SUJEIRA NO SEU PERISPÍRITO.
ESTE PROBLEMA É RESOLVIDO DEPENDENDO DA FÉ DA PESSOA, ATRAVÉS DOS PASSES, E DA ÁGUA FLUIDA.
QUANDO O PROBLEMA É CÁRMICO, É DADO O PREPARO PSICOLÓGICO PARA A PESSOA CONVIVER COM AQUILO.
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ALGUMAS LEIS APLICADAS PELO NOSSO ESPIRITISMO NA CURA:

A-UMA MOLÉSTIA CAUSADA POR FLUIDOS IMPUROS, OU QUE SE PRODUZIRAM NO ORGANISMO DA PESSOA, A CURA PODE SER REALIZADA PELA RETIRADA DESTES FLUIDOS RUINS, E SUBSTITUÍDOS POR FLUIDOS PUROS.
B- UM MENTOR ESPIRITUAL SENDO CONHECEDOR DOS MÉTODOS DE CURA PODE INJETAR NO CORPO DO DOENTE, UM REMÉDIO EM FORMA FLUÍDICA.
C-TUDO ISSO PODE ACONTECER SE HOUVER A AJUDA DO PACIENTE, COM SUA FÉ, PORQUE A VONTADE DO MÉDIUM PASSISTA E DA PESSOA SE CONDENSAM.
D-OUTRA COISA QUEREMOS DEIXAR CLARO, QUE NÃO SOMOS CONTRA O SERVIÇO DO MÉDICO TERRENO, MAS PARTIDÁRIO DO TRATAMENTO SER PELO MESMO E PELO ESPIRITISMO. E EXPLICO O POR QUÊ? PORQUE QUANDO ADOECEMOS, BAIXAMOS DE SINTONIA E ABRIMOS AS PORTAS PARA O LADO NEGATIVO QUE VEM A SER UM ESPÍRITO NEGATIVO COM AS MESMAS CARACTERÍSTICAS.


MENSAGEM ESCRITA PELO MÉDIUM GETULIO PACHECO QUADRADO