|
quinta-feira, 1 de setembro de 2016
COMO SE MANTER JOVEM.
COMO ACONTECE AS CURAS ESPÍRITAS
COMO
ACONTECEM AS CURAS ESPIRITAS.
Bem eu como
Espírita de berço, posso dizer que na realidade quem cura vem a ser Deus, Jesus
e a fé de cada um, entrando também o merecimento, porque pode ser um carma.
Digo carma porque às vezes temos uma doença crônica que é resultada de
encarnações passadas, é como se fosse uma cruz que temos que carregar, isto
dentro do que Jesus deixou dito, a cada um segundo as suas obras. A pessoa
planta e acaba colhendo os frutos nesta ou na outra encarnação.
De nada
adianta uma pessoa ir a um Centro Espírita e procurar recurso para os seus
males, se ela não acredita naquilo que pode ser feito. Cinquenta por cento das
coisas que pedimos a Deus e a Jesus temos que fazer a nossa parte, procurando
sermos merecedores desta dádiva. Digo dádiva porque milagre não existe, e sim
fenômenos paranormais, o qual explico. Veja no passado quando foi descoberta a
luz elétrica, meio mundo gritou milagre, milagre, e hoje vamos ao interruptor
da luz e ninguém mais grita deste modo, encarando a coisa como normal.
As operações
mediúnicas, geralmente são feitas quando dormimos, porque quando repousamos quem
descansa vem a ser o corpo físico, e o Espírito se desprende e fica ligado por
um fio metálico chamado de liame. E o Espírito estando fora do corpo, ele se
comunica com os Mentores Espirituais que foram médicos aqui e cirurgiões, e que
continuam do lado de lá prestando este serviço para nós os encarnados. Para que
possa existir o êxito desta operação, primeiramente é preciso acreditar que
pode ser feita. Segundo colocar em prática aquilo que é solicitado, ou seja,
roupagem da cama e do indivíduo, claros, e do lado uma garrafinha para a água
ser fluida. E terceiro repousar como é solicitado.
Para que os
irmãos possam entender melhor, eu fiz duas operações pelo Espiritismo: uma foi
feito um cateterismo, que foi efetuado com um simples passe. Os Mentores
tiraram do meu Perispírito a válvula do coração e a limparam, e repuseram no
lugar. Como o Perispírito tem contato com o corpo físico se deu a cura, e isto
foi comprovado pelo cardíaco da terra que não tenho nada no meu coração com 71
anos de existência.
E olha que
no passado eu fui inclusive um fumante, e deixei de fumar a 25 anos, e também
fiz meus exames do pulmão e nada tenho.
Tudo isto
graças à famosa água chamada de fluidificada que me mantém com saúde. Mas para
que isto possa acontecer temos que ter a força de vontade, a minha recomendação
é que tratemos sempre com o médico Espiritual e o da Terra, mas às vezes
somente a Espiritual resolve como foi o meu caso. A outra operação da hérnia
fiz dormindo, e graças a Deus estou até malhando.
Por outro
lado, tem pessoas que também nos visitam e tem problemas Espirituais, que ficam
perplexas, como que nós os Médiuns adivinhamos os seus males. É muito fácil de
explicar: todos nós possuímos um Mentor Espiritual, às vezes conhecido como
anjo da guarda, que conta para o Mentor do Médium, e este repassa as
informações para a pessoa.
Outra coisa
interessante gostaria de informar, que a maioria das pessoas que nos procuram,
quando chegam lá, pensam ser o seu problema material, quando este está no
Perispírito da pessoa. Trata-se de uma sujeira neste que vem a ser o corpo
perispiritual do indivíduo, eu digo para entender a capa do Espírito, e é ele
que da forma para o Espírito e prende este ao corpo carnal. Quando
desencarnarmos o Perispírito segue conosco, e nele estará registrado todas as
nossas encarnações e atitudes nossas. Quando tivermos que reencarnar, ele que
vem a moldar o seu novo corpo físico.
Outro
detalhe muito importante na ajuda da cura vem a ser a água fluida, que trás
muitos benefícios para que esta possa ser realizada, assim como os passes, a
irradiação e a prece. Para se ter uma ideia da eficácia destes escreveremos um
pouco de cada um:
Água fluida.
È aquela que foi adicionada os fluidos medicamentosos, ou seja, magnetizada por
fluidos puros. Ela recebe as energias dos amigos Espirituais ou do próprio
Médium, ou dos dois, e ajuda no equilíbrio do corpo físico e Espiritual de quem
a ingere. Ela juntamente com os passes e o trabalho de irradiação consiste no
trabalho de fluido terapia, que vem a ser o tratamento através do fluido.
Ela pode
diminuir a taxa de gás carbônico no organismo, rejuvenesce-nos, repõe a energia
Espiritual, pode parar ou regredir as doenças geradas por resgates, doenças
crônicas e degenerativas, bem como das doenças psicossomáticas, e outras. Irradiação.
Pode ser chamada de passe a distância, ou seja, para aquela pessoa que esta
fora das reuniões Espíritas.
Passes. Vem
a ser a troca das energias negativas que recebemos, pelas positivas.
È sempre
importante cuidarmos do nosso corpo físico porque ele serve de morada do
Espírito aqui no nosso planeta, mas também temos que cuidar do Espírito que é o
que comanda as coisas e transmite para os demais.
Outro fator
preponderante para que evitemos as doenças conhecidas por aí de fantasmas, que
são as psicossomáticas, vem a ser oriundas do nosso pensamento negativo que
temos que substituir por positivo.
Como fazer
isso: não sofrer por antecipação, procurar ficar o menos nervoso possível, não
deixar baixar a nossa sintonia, e outros.
Esta doença
resulta em cânceres de diversas espécies, e outras.
Portanto
irmãos esta aí alguns pormenores que prestamos serviços à humanidade sem querer
nada em troca, pois Jesus deixou claro: “Daí de graça o que de graça recebei”.
Para
cobramos alguma coisa teríamos que comprar de Deus e de Jesus.
Mensagem
escrita pelo Médium Getulio Pacheco Quadrado.
Meu blogger:
getuliomomentoespirita.blogspot.com
Meu email: getulicao@hotmail.com
Curitiba.PR.Brasil
quarta-feira, 31 de agosto de 2016
AMANDO OS INIMIGOS
Você já percebeu que há pessoas que nos exigem um
pouco mais de esforço para serem amadas?
Enquanto
alguns têm acesso fácil ao nosso coração, conferindo-nos alegria e prazer em
compartilhar o convívio, outros nos solicitam empenho pessoal para poucos
momentos de relacionamento.
Nós os
encontramos no ambiente de trabalho, no seio familiar, na vizinhança ou nas
relações sociais mais diversas.
Trazem
valores que não são compatíveis com os nossos, têm atitudes que nos desagradam,
usam de linguajar que nos parece inadequado.
Seus
conceitos nos parecem absurdos, seu modo de vida um tanto esdrúxulo, e seus
parâmetros morais nos chocam.
São esses
que nos exigem esforço para que os possamos amar.
Porque
ainda caminham distantes das estradas que elegemos para nós mesmos, a
convivência com muitos deles nos parece um grande sacrifício.
Porém,
quando Jesus nos ensina que devemos amar os nossos inimigos, é a esses também
que o Mestre se refere.
Muitas
vezes, imaginamos que inimigo seja somente aquele pelo qual nutrimos ódio,
desejo de vingança, rancor profundo.
É verdade
que esses o são. Porém, esses outros, os que ainda não conseguimos amar e
querer bem, representam o mesmo convite que a vida nos faz para aprendermos a
amar.
É verdade
que, de rompante, não conseguiremos tê-los como amigos, recebendo-os na
intimidade de nosso lar.
Não será
em alguns dias que os teremos abrigados em nosso coração.
E nem
ocorrerá da noite para o dia a transformação de nosso sentimento, de um
antagonismo intenso para a simpatia irrestrita.
Porém, à
medida que entendemos o ensinamento de Jesus, temos condição de dedicar algo
mais do que nossa antipatia, a esses que nos parecem pedras de tropeço na
jornada.
Assim, à
medida que procuramos compreender sua limitação, a tolerância começa a
compartilhar espaço onde antes só havia implicância.
Quando
conseguimos perceber seus dramas íntimos, a impaciência perde lugar para a
indulgência.
Quando
conhecemos um pouco de suas histórias de vida, seus dramas e dificuldades, as
palavras ríspidas vão sendo substituídas pelo silêncio, quando não, por
palavras de apoio.
É assim,
no exercício da aproximação sadia, da compreensão do próximo, que o amor inicia
seu trajeto.
Inicialmente
se faz na forma de algumas virtudes, que lhe são filhas diletas, como a
benevolência, a indulgência, o perdão.
Aos poucos
vai ganhando forma, permitindo uma convivência mais salutar e enriquecedora.
Por fim,
na medida em que permitirmos, o sentimento se transformará em empatia e
compreensão.
Portanto,
nessas relações difíceis que se apresentam em nossos caminhos, percebamos o
grandioso convite que a vida nos faz para exercitarmos o amor ao próximo.
Mesmo
sabendo que ainda uma longa caminhada nos espera até que aprendamos,
efetivamente, a amá-los, será nos pequenos passos de hoje que conquistaremos
esse amor para com esses difíceis de amar.
Exercitemos
o amor.
MEU
PENSAMENTO: QUANDO JESUS FALOU ORARMOS PELOS NOSSOS INIMIGOS, É ORARMOS POR
ELES E EU ENTENDO QUE: PRIMEIRAMENTE TUDO O QUE DESEJARMOS PARA ELES, VOLTA
PARA NÓS NA LEI DO RETORNO. SEGUNDO. QUANDO ELE PEDIU PARA PERDOARMOS OS NOSSOS
INIMIGOS, ELE ESPERA QUE NÃO ODIEMOS E NÃO ROGUEMOS PRAGA PARA ELES. ESTE MUNDO
QUE VIVEMOS VEM AS SER UMA GRANDE ESCOLA, AQUI CADA UM ESTA NUM GRAÚ DE
EVOLUÇÃO, É POR ISSO QUE VIVEMOS ENTRE A TRAÇA, A POEIRA E A FERRUGEM. E SE SE
ESTAMOS AQUI É PORQUE ALGO FIZEMOS NO PASSADO E PEDIMOS PARA CUMPRIR ANTES DE
REENCARNARMOS, E TEMOS QUE CUMPRIR A LEI DO CARMA. POR ISSO QUE NEM TUDO É
FLORES, É PRECISO NOS ACOSTUMAR COM OS ESPINHOS PARA SABERMOS DESVIAR DELES, E
A CONVIVER.
Redação do Momento Espírita.
Em 17.8.2013.
Em 17.8.2013.
MENSAGEM DIVULGADA PELO MÉDIUM
GETULIO PACHECO QUADRADO
terça-feira, 30 de agosto de 2016
A PRECE.
LIVRO
DOS ESPÍRITOS. CAPÍTULO II.
A
prece
A prece é sempre agradável a Deus quando dita pelo
coração, porque a intenção é tudo para Ele. A prece do coração é
preferível, do que à que podemos ler por mais bela que seja, se a lermos
mais com os lábios e não o com o pensamento. A prece é agradável a Deus
quando é proferida com fé, com fervor e sinceridade. Não creiamos, pois,
que Deus seja tocado pelo ser humano em vão, orgulhoso e egoísta, a menos
que a prece represente um ato de sincero arrependimento e de verdadeira
humildade.
O caráter geral da prece
vem a ser
um ato de adoração. Fazer preces a Deus é pensar Nele, aproximar-se Dele,
pôr-se em comunicação com Ele. Pela prece podemos fazer três coisas:
louvar, pedir e agradecer.
A prece torna o ser humano
melhor porque aquele, que
faz preces com fervor e confiança se torna mais forte contra as tentações
do mal, e Deus lhe envia Bons Espíritos para o assistir. É um socorro
jamais recusado, quando o pedimos com sinceridade.
A explicação é de que
certas pessoas que oram muito, sejam apesar disso de muito mau caráter,
ciumentas, invejosas, implicantes, faltas de benevolência e de indulgência; que
sejam até mesmo viciosas, explica-se assim:
O essencial não é orar muito, mas orar bem. Essas
pessoas julgam que todo o mérito está na extensão da prece, e fecham os
olhos para os seus próprios defeitos. A prece é para elas uma ocupação, um
emprego do tempo, mas não um estudo de si mesmas. Não é o
remédio que é ineficaz neste caso, mas a maneira de aplicá-lo.
Pode-se pedir eficazmente
a Deus o perdão das faltas, porque Deus sabe discernir o bem e o mal; a prece não
oculta as faltas. Aquele que pede a Deus o perdão de suas faltas não obtém
se não mudar de conduta. As boas ações são a melhor prece, porque os atos
valem mais do que as palavras.
Pode-se orar utilmente
pelos outros, pois
o Espírito daquele que ora está agindo pela vontade de fazer o bem. Pela
prece atrai a ele os bons Espíritos que se associam ao bem que deseja fazer.
Comentário
de Kardec: Possuímos
em nós mesmos pelo pensamento e a vontade, um poder de ação que se estende
muito além dos limites de nossa esfera corpórea. A prece por outros é um ato
dessa vontade. Se for ardente e sincera, pode chamar os bons Espíritos em
auxílio daquele por quem pedimos, a fim de lhe sugerirem bons pensamentos e lhe
darem a força necessária para o corpo e a alma. Mas ainda nesse caso a prece do
coração é tudo e a dos lábios não é nada.
As preces que fazemos por
nós mesmos podem modificar a natureza das nossas provas e desviar o curso,
porque as nossas
provas estão nas mãos de Deus e lida as que devem ser suportadas até o
fim. Mas Deus leva sempre em conta a resignação. A prece atrai a nós os
bons Espíritos que nos dão a força de as suportar com coragem. Então elas
nos parecem menos duras. Já o dissemos: a prece nunca é inútil, quando bem
feita, porque dá força, o que já é um grande resultado. Ajuda-te a ti
mesmo e o céu te ajudará; sabemos disso. Aliás, Deus não pode mudar
a ordem da Natureza ao sabor de cada um, porque aquilo que é um grande
mal do nosso ponto de vista mesquinho, para nossa vida efêmera, muitas
vezes é um grande bem na ordem geral do Universo. Além. Disso: de quantos
males o ser humano é o próprio autor por sua imprevidência ou por suas faltas.
Ele é punido no que pecou. Não obstante, os nossos justos pedidos são em
geral mais escutados do que julgamos. As vezes pensamos que Deus não vos
ouviu porque não fez um milagre em nosso favor, quando, entretanto, nos
assiste por meios tão naturais que nos parecem o efeito do acaso ou da
força das circunstâncias. Frequentemente, ou o mais frequentemente, ele nos
suscita o pensamento necessário para sairmos por nós mesmos do embaraço.
É útil sim orarmos pelos
mortos e pelos Espíritos sofredores. Com ela pode nesse caso lhes proporcionar
consolo e abreviar os sofrimentos.
A prece não pode ter o efeito de mudar os desígnios
de Deus, mas a alma pela qual se ora experimenta alívio, porque é um
testemunho de interesse que se lhe dá e porque o infeliz, é sempre
consolado, quando encontra almas caridosas que compartilham as suas dores.
De outro lado, pela prece provoca-se o arrependimento, desperta-se o desejo de
fazer o necessário para se tornar feliz. É nesse sentido que se
pode abreviar a sua pena se do seu lado ele contribui com a sua boa
vontade. Esse desejo de melhora, excitado pela prece, atrai para o
Espírito sofredor os Espíritos melhores que vêm esclarecê-lo, consolá-lo e
dar-lhe esperanças. Jesus orava pelas ovelhas transviadas. Com isso nos
mostra que seremos culpados se nada fizermos pelos que mais necessitados.
Mesmo não estando
prescrita no Evangelho, a prece pelos mortos, temos que pensar da seguinte
forma:
O Cristo disse aos seres humanos: amai-vos uns
aos outros. Essa recomendação implica a de empregar todos os meios
possíveis de testemunhar afeição aos outros, sem entrar, por isso mesmo,
em nenhum detalhe sobre a maneira de atingir o objetivo. Se é verdade que
nada pode desviar o Criador de aplicar a justiça inerente a Ele mesmo, a
todas as ações do Espírito, não é menos verdade que a prece que lhe
dirigis em favor daquele que vos inspira afeição, é para este um
testemunho de recordação que não pode deixar de contribuir para aliviar os
seus sofrimentos e o consolar. Desde que ele revele o mais leve
arrependimento, e somente então, será socorrido; mas isso não
o deixará jamais esquecer que uma alma simpática se ocupou dele, e lhe
dará a doce crença de que a sua intercessão lhe foi útil. Disso resulta
necessariamente de sua parte, um sentimento de afeição por aquele que lhe
deu essa prova de interesse e de piedade. Por conseguinte, o amor
recomendado aos seres humanos pelo Cristo não fez mais do que aumentar entre
eles, e ambos obedeceram à lei de amor e de união de todos os seres.
Podemos orar aos bons Espíritos como sendo os
mensageiros de Deus e os executores de seus desígnios, mas o seu poder
está na razão da sua superioridade e decorre sempre do Senhor
de todas as coisas, sem cuja permissão nada se faz; porque as preces que
lhes dirigimos só são eficazes se forem agradáveis a Deus.
Bibliografia:
O Livro dos Espíritos.
segunda-feira, 29 de agosto de 2016
PERTURBAÇÃO ESPIRITUAL.
0 LIVRO DOS
ESPÍRITOS. CAPÍTULO III.
PERTURBAÇÃO
ESPÍRITA.
Deixando o
corpo, a alma se tem imediata consciência
não é o termo: ela fica perturbada por algum tempo. Chamo isto de
friozinho na barriga.
Nem todos
os Espíritos experimentam, no mesmo grau e pelo mesmo tempo, a perturbação que
se segue à separação da alma e do corpo. Pois isso depende da sua elevação.
Aquele que já está depurado se reconhece quase imediatamente, porque se
desprendeu da matéria durante a vida corpórea, enquanto o homem carnal, cuja
consciência não é pura, conserva por muito tempo mais a impressão da
matéria.
O
conhecimento do Espiritismo exerce alguma influência sobre a duração maior ou
menor da perturbação.
Pois o Espírito compreende antecipadamente a sua situação; mas a prática
do bem e a pureza de consciência são o que exerce maior influência.
Comentário
de Kardec: No momento da morte, tudo, a princípio, é confuso; a alma necessita de
algum tempo para se reconhecer; sente-se como atordoada, no mesmo estado de um
homem que saísse de um sono profundo e procurasse compreender a sua situação. A
lucidez das ideias e a memória do passado lhe voltam à medida que se extingue a
influência da matéria de que se desprendeu, e que se dissipa essa espécie de
nevoeiro que lhe turva os pensamentos.
A duração da perturbação de após
morte é muito variável: pode ser de algumas horas, como de muitos meses e mesmo
de muitos anos. Aqueles em que é menos longa são os que se identificaram
durante a vida com o seu estado futuro, porque então compreendem imediatamente
a sua posição.
Essa perturbação apresenta
circunstâncias particulares, segundo o caráter dos indivíduos e sobretudo de
acordo com o gênero de morte. Nas mortes violentas, por suicídio suplício,
acidente, apoplexia, ferimentos etc. o Espírito é surpreendido, espanta-se, não
acredita que esteja morto e sustenta teimosamente que não morreu. Não obstante,
vê o seu corpo, sabe que é dele, mas não compreende que esteja separado Procura
as pessoas de sua afeição, dirige-se a elas e não entende por que não o ouvem.
Esta ilusão mantém-se até o completo desprendimento do espírito, e somente
então ele reconhece o seu estado e compreende que não faz mais parte do mundo
dos vivos.
Esse fenômeno é facilmente
explicável. Surpreendido pela morte imprevista, o Espírito fica aturdido com a
mudança brusca que nele se opera. Para ele, a morte é ainda sinônimo de
destruição, de aniquilamento; ora, como continua a pensar, como ainda vê e
escuta, não se considera morto. E o que aumenta a sua ilusão é o fato de se ver
num corpo semelhante ao que deixou na terra, cuja natureza etérea ainda não
teve tempo de verificar. Ele o julga sólido e compacto como o primeiro e,
quando se chama a sua atenção para esse ponto, admira-se de não poder
apalpá-lo.
Assemelha-se este fenômeno ao dos
sonâmbulos inexperientes que não creem estar dormindo. Para eles, o sono é
sinônimo de suspensão das faculdades; ora, como pensam livremente e podem ver,
não acham que estejam dormindo. Alguns Espíritos apresentam esta
particularidade, embora a morte não os tenha colhido inopinadamente; mas ela é
sempre mais generalizada entre os que, apesar de doentes, não pensavam em
morrer. Vê-se então o espetáculo singular de um Espírito que assiste aos
próprios funerais como os de um estranho, deles falando como de uma coisa que
não lhe dissesse respeito, até o momento de compreender a verdade.
A perturbação que se segue à morte
nada tem de penosa para o ser de bem; é
calma e em tudo semelhante à que acompanha um despertar tranquilo. Para aquele
cuja consciência não está pura, é cheia de ansiedades e angústias.
Nos casos de morte coletiva,
observou-se que todos os que pereceram ao mesmo tempo nem sempre se reveem
imediatamente. Na perturbação que se segue à morte, cada um vai para o seu lado
ou só se preocupa com aqueles que lhe interessam.
Bibliografia:
O Livro dos Espíritos.
Assinar:
Postagens (Atom)