quinta-feira, 1 de setembro de 2016

COMO SE MANTER JOVEM.


Descrição: https://bay180.mail.live.com/ol/clear.gif

Descrição: Katia Santamaria

COMO SE MANTER JOVEM

"Maria Jiló" é uma senhora de 92 anos, miúda e tão elegante, que todo dia às 08 da manhã ela já está toda vestida, bem penteada e discretamente maquiada, apesar de sua pouca visão.

E hoje ela se mudou para uma casa de repouso: o marido, com quem ela viveu 70 anos, morreu recentemente e não havia outra solução.

Depois de esperar pacientemente por duas horas na sala de visitas, ela ainda deu um lindo sorriso quando a atendente veio dizer que seu quarto estava pronto. Enquanto ela manobrava o andador em direção ao elevador, dei uma descrição do seu minúsculo quartinho, inclusive das cortinas floridas que enfeitavam a janela.

Ela me interrompeu com o entusiasmo de uma garotinha que acabou de ganhar um filhote de cachorrinho.

- Ah, eu adoro essas cortinas...
- Dona "Maria Jiló", a senhora ainda nem viu seu quarto... Espera um pouco...
- Isto não tem nada a ver, ela respondeu, felicidade é algo que você decide por princípio. Se eu vou gostar ou não do meu quarto, não depende de como a mobília vai estar arrumada... Vai depender de como eu preparo minha expectativa.

E eu já decidi que vou adorar. É uma decisão que tomo todo dia quando acordo.

Sabe, eu posso passar o dia inteiro na cama, contando as dificuldades que tenho em certas partes do meu corpo que não funcionam bem..
Ou posso levantar da cama agradecendo pelas outras partes que ainda me obedecem.

- Simples assim?

- Nem tanto; isto é para quem tem autocontrole e todos podem aprender e exigiu de mim um certo 'treino' pelos anos afora, mas é bom saber que ainda posso dirigir meus pensamentos e escolher, em consequência, os sentimentos.

Calmamente ela continuou:

- Cada dia é um presente, e enquanto meus olhos se abrirem, vou focalizar o novo dia, mas também as lembranças alegres que eu guardei para esta época da vida. A velhice é como uma conta bancária: você só retira aquilo que guardou. Então, meu conselho para você é depositar um monte de alegrias e felicidade na sua Conta de Lembranças. E, aliás, obrigada por este seu depósito no meu Banco de lembranças. Como você vê, eu ainda continuo depositando e acredito que, por mais complexa que seja a vida, sábio é quem a simplifica.

Depois me pediu para anotar:
COMO MANTER-SE JOVEM

1. Deixe fora os números que não são essenciais. Isto inclui a idade, o peso e a altura. Deixe que os médicos se preocupem com isso.

2. Mantenha os amigos divertidos. Os depressivos procure ajudar se puder

3. Aprenda sempre: Aprenda mais sobre computadores, artes, jardinagem, o que quer que seja. Não deixe que o cérebro se torne preguiçoso.
'Uma mente preguiçosa é a oficina do Alemão.' E o nome do Alemão é Alzheimer!

4. Aprecie mais as pequenas coisas - Aprecie mais.

5. Ria muitas vezes, durante muito tempo e alto. Ria até lhe faltar o ar. E se tiver um amigo que o faça rir, passe muito e muito tempo com ele /ela!

6. Quando as lágrimas aparecerem. Aguente, sofra e ultrapasse. A única pessoa que fica conosco toda a nossa vida somos nós próprios. VIVA enquanto estiver vivo.

7. Rodeie-se das coisas que ama: Quer seja a família, animais, plantas, hobbies, o que quer que seja.

8. Tome cuidado com a sua saúde:
Se é boa, mantenha-a.
Se é instável, melhore-a.
Se não consegue melhorá-la, procure ajuda.

9. Não faça viagens de culpa. Faça uma viagem ao centro comercial, até a um país diferente, mas NÃO para onde haja culpa.

10. Diga às pessoas que as ama e que ama a cada oportunidade de estar com elas.

E, se não mandar isto a pelo menos quatro pessoas - quem é que se importa? Serão apenas menos quatro pessoas que deixarão de sorrir ao ver uma mensagem sua.

Mas se puder, pelo menos, partilhe com alguém!
"Um dia você aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias. E o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem na vida.

Um ótimo dia a todos e que essa semana e a outra que se inicia seja repletas de coisas maravilhosas.

Descrição: Katia Santamaria
18 de janeiro de 2016 00:45
Boa noite, muito boa esta mensagem.
MENSAGEM REPRODUZIDA PELO MÉDIUM GETULIO PACHECO QUADRADO
Descrição: https://www.facebook.com/email_open_log_pic.php?mid=52992e1d24a52G5af374efc972G0G0G31fbdf87


COMO ACONTECE AS CURAS ESPÍRITAS

COMO ACONTECEM AS CURAS ESPIRITAS.

Bem eu como Espírita de berço, posso dizer que na realidade quem cura vem a ser Deus, Jesus e a fé de cada um, entrando também o merecimento, porque pode ser um carma. Digo carma porque às vezes temos uma doença crônica que é resultada de encarnações passadas, é como se fosse uma cruz que temos que carregar, isto dentro do que Jesus deixou dito, a cada um segundo as suas obras. A pessoa planta e acaba colhendo os frutos nesta ou na outra encarnação.
De nada adianta uma pessoa ir a um Centro Espírita e procurar recurso para os seus males, se ela não acredita naquilo que pode ser feito. Cinquenta por cento das coisas que pedimos a Deus e a Jesus temos que fazer a nossa parte, procurando sermos merecedores desta dádiva. Digo dádiva porque milagre não existe, e sim fenômenos paranormais, o qual explico. Veja no passado quando foi descoberta a luz elétrica, meio mundo gritou milagre, milagre, e hoje vamos ao interruptor da luz e ninguém mais grita deste modo, encarando a coisa como normal.
As operações mediúnicas, geralmente são feitas quando dormimos, porque quando repousamos quem descansa vem a ser o corpo físico, e o Espírito se desprende e fica ligado por um fio metálico chamado de liame. E o Espírito estando fora do corpo, ele se comunica com os Mentores Espirituais que foram médicos aqui e cirurgiões, e que continuam do lado de lá prestando este serviço para nós os encarnados. Para que possa existir o êxito desta operação, primeiramente é preciso acreditar que pode ser feita. Segundo colocar em prática aquilo que é solicitado, ou seja, roupagem da cama e do indivíduo, claros, e do lado uma garrafinha para a água ser fluida. E terceiro repousar como é solicitado.
Para que os irmãos possam entender melhor, eu fiz duas operações pelo Espiritismo: uma foi feito um cateterismo, que foi efetuado com um simples passe. Os Mentores tiraram do meu Perispírito a válvula do coração e a limparam, e repuseram no lugar. Como o Perispírito tem contato com o corpo físico se deu a cura, e isto foi comprovado pelo cardíaco da terra que não tenho nada no meu coração com 71 anos de existência.
E olha que no passado eu fui inclusive um fumante, e deixei de fumar a 25 anos, e também fiz meus exames do pulmão e nada tenho.
Tudo isto graças à famosa água chamada de fluidificada que me mantém com saúde. Mas para que isto possa acontecer temos que ter a força de vontade, a minha recomendação é que tratemos sempre com o médico Espiritual e o da Terra, mas às vezes somente a Espiritual resolve como foi o meu caso. A outra operação da hérnia fiz dormindo, e graças a Deus estou até malhando.
Por outro lado, tem pessoas que também nos visitam e tem problemas Espirituais, que ficam perplexas, como que nós os Médiuns adivinhamos os seus males. É muito fácil de explicar: todos nós possuímos um Mentor Espiritual, às vezes conhecido como anjo da guarda, que conta para o Mentor do Médium, e este repassa as informações para a pessoa.
Outra coisa interessante gostaria de informar, que a maioria das pessoas que nos procuram, quando chegam lá, pensam ser o seu problema material, quando este está no Perispírito da pessoa. Trata-se de uma sujeira neste que vem a ser o corpo perispiritual do indivíduo, eu digo para entender a capa do Espírito, e é ele que da forma para o Espírito e prende este ao corpo carnal. Quando desencarnarmos o Perispírito segue conosco, e nele estará registrado todas as nossas encarnações e atitudes nossas. Quando tivermos que reencarnar, ele que vem a moldar o seu novo corpo físico. 
Outro detalhe muito importante na ajuda da cura vem a ser a água fluida, que trás muitos benefícios para que esta possa ser realizada, assim como os passes, a irradiação e a prece. Para se ter uma ideia da eficácia destes escreveremos um pouco de cada um:
Água fluida. È aquela que foi adicionada os fluidos medicamentosos, ou seja, magnetizada por fluidos puros. Ela recebe as energias dos amigos Espirituais ou do próprio Médium, ou dos dois, e ajuda no equilíbrio do corpo físico e Espiritual de quem a ingere. Ela juntamente com os passes e o trabalho de irradiação consiste no trabalho de fluido terapia, que vem a ser o tratamento através do fluido.
Ela pode diminuir a taxa de gás carbônico no organismo, rejuvenesce-nos, repõe a energia Espiritual, pode parar ou regredir as doenças geradas por resgates, doenças crônicas e degenerativas, bem como das doenças psicossomáticas, e outras. Irradiação. Pode ser chamada de passe a distância, ou seja, para aquela pessoa que esta fora das reuniões Espíritas.
Passes. Vem a ser a troca das energias negativas que recebemos, pelas positivas.
È sempre importante cuidarmos do nosso corpo físico porque ele serve de morada do Espírito aqui no nosso planeta, mas também temos que cuidar do Espírito que é o que comanda as coisas e transmite para os demais.
Outro fator preponderante para que evitemos as doenças conhecidas por aí de fantasmas, que são as psicossomáticas, vem a ser oriundas do nosso pensamento negativo que temos que substituir por positivo.
Como fazer isso: não sofrer por antecipação, procurar ficar o menos nervoso possível, não deixar baixar a nossa sintonia, e outros.
Esta doença resulta em cânceres de diversas espécies, e outras.
Portanto irmãos esta aí alguns pormenores que prestamos serviços à humanidade sem querer nada em troca, pois Jesus deixou claro: “Daí de graça o que de graça recebei”.
Para cobramos alguma coisa teríamos que comprar de Deus e de Jesus.

Mensagem escrita pelo Médium Getulio Pacheco Quadrado.
Meu blogger: getuliomomentoespirita.blogspot.com
Meu email: getulicao@hotmail.com
Curitiba.PR.Brasil


quarta-feira, 31 de agosto de 2016

AMANDO OS INIMIGOS

Descrição: íconeAmando os inimigos

Você já percebeu que há pessoas que nos exigem um pouco mais de esforço para serem amadas?
Enquanto alguns têm acesso fácil ao nosso coração, conferindo-nos alegria e prazer em compartilhar o convívio, outros nos solicitam empenho pessoal para poucos momentos de relacionamento.
Nós os encontramos no ambiente de trabalho, no seio familiar, na vizinhança ou nas relações sociais mais diversas.
Trazem valores que não são compatíveis com os nossos, têm atitudes que nos desagradam, usam de linguajar que nos parece inadequado.
Seus conceitos nos parecem absurdos, seu modo de vida um tanto esdrúxulo, e seus parâmetros morais nos chocam.
São esses que nos exigem esforço para que os possamos amar.
Porque ainda caminham distantes das estradas que elegemos para nós mesmos, a convivência com muitos deles nos parece um grande sacrifício.
Porém, quando Jesus nos ensina que devemos amar os nossos inimigos, é a esses também que o Mestre se refere.
Muitas vezes, imaginamos que inimigo seja somente aquele pelo qual nutrimos ódio, desejo de vingança, rancor profundo.
É verdade que esses o são. Porém, esses outros, os que ainda não conseguimos amar e querer bem, representam o mesmo convite que a vida nos faz para aprendermos a amar.
É verdade que, de rompante, não conseguiremos tê-los como amigos, recebendo-os na intimidade de nosso lar.
Não será em alguns dias que os teremos abrigados em nosso coração.
E nem ocorrerá da noite para o dia a transformação de nosso sentimento, de um antagonismo intenso para a simpatia irrestrita.
Porém, à medida que entendemos o ensinamento de Jesus, temos condição de dedicar algo mais do que nossa antipatia, a esses que nos parecem pedras de tropeço na jornada.
Assim, à medida que procuramos compreender sua limitação, a tolerância começa a compartilhar espaço onde antes só havia implicância.
Quando conseguimos perceber seus dramas íntimos, a impaciência perde lugar para a indulgência.
Quando conhecemos um pouco de suas histórias de vida, seus dramas e dificuldades, as palavras ríspidas vão sendo substituídas pelo silêncio, quando não, por palavras de apoio.
É assim, no exercício da aproximação sadia, da compreensão do próximo, que o amor inicia seu trajeto.
Inicialmente se faz na forma de algumas virtudes, que lhe são filhas diletas, como a benevolência, a indulgência, o perdão.
Aos poucos vai ganhando forma, permitindo uma convivência mais salutar e enriquecedora.
Por fim, na medida em que permitirmos, o sentimento se transformará em empatia e compreensão.
Portanto, nessas relações difíceis que se apresentam em nossos caminhos, percebamos o grandioso convite que a vida nos faz para exercitarmos o amor ao próximo.
Mesmo sabendo que ainda uma longa caminhada nos espera até que aprendamos, efetivamente, a amá-los, será nos pequenos passos de hoje que conquistaremos esse amor para com esses difíceis de amar.
Exercitemos o amor.
MEU PENSAMENTO: QUANDO JESUS FALOU ORARMOS PELOS NOSSOS INIMIGOS, É ORARMOS POR ELES E EU ENTENDO QUE: PRIMEIRAMENTE TUDO O QUE DESEJARMOS PARA ELES, VOLTA PARA NÓS NA LEI DO RETORNO. SEGUNDO. QUANDO ELE PEDIU PARA PERDOARMOS OS NOSSOS INIMIGOS, ELE ESPERA QUE NÃO ODIEMOS E NÃO ROGUEMOS PRAGA PARA ELES. ESTE MUNDO QUE VIVEMOS VEM AS SER UMA GRANDE ESCOLA, AQUI CADA UM ESTA NUM GRAÚ DE EVOLUÇÃO, É POR ISSO QUE VIVEMOS ENTRE A TRAÇA, A POEIRA E A FERRUGEM. E SE SE ESTAMOS AQUI É PORQUE ALGO FIZEMOS NO PASSADO E PEDIMOS PARA CUMPRIR ANTES DE REENCARNARMOS, E TEMOS QUE CUMPRIR A LEI DO CARMA. POR ISSO QUE NEM TUDO É FLORES, É PRECISO NOS ACOSTUMAR COM OS ESPINHOS PARA SABERMOS DESVIAR DELES, E A CONVIVER.
Redação do Momento Espírita.
Em 17.8.2013.
MENSAGEM DIVULGADA PELO MÉDIUM GETULIO PACHECO QUADRADO



terça-feira, 30 de agosto de 2016

A PRECE.

LIVRO DOS ESPÍRITOS. CAPÍTULO II.
A prece
A prece é sempre agradável a Deus quando dita pelo coração, porque a intenção é tudo para Ele. A prece do coração é preferível, do que à que podemos ler por mais bela que seja, se a lermos mais com os lábios e não o com o pensamento. A prece é agradável a Deus quando é proferida com fé, com fervor e sinceridade. Não creiamos, pois, que Deus seja tocado pelo ser humano em vão, orgulhoso e egoísta, a menos que a prece represente um ato de sincero arrependimento e de verdadeira humildade.
O caráter geral da prece vem a ser um ato de adoração. Fazer preces a Deus é pensar Nele, aproximar-se Dele, pôr-se em comunicação com Ele. Pela prece podemos fazer três coisas: louvar, pedir e agradecer.
A prece torna o ser humano melhor porque aquele, que faz preces com fervor e confiança se torna mais forte contra as tentações do mal, e Deus lhe envia Bons Espíritos para o assistir. É um socorro jamais recusado, quando o pedimos com sinceridade.
A explicação é de que certas pessoas que oram muito, sejam apesar disso de muito mau caráter, ciumentas, invejosas, implicantes, faltas de benevolência e de indulgência; que sejam até mesmo viciosas, explica-se assim:
O essencial não é orar muito, mas orar bem. Essas pessoas julgam que todo o mérito está na extensão da prece, e fecham os olhos para os seus próprios defeitos. A prece é para elas uma ocupação, um emprego do tempo, mas não um estudo de si mesmas. Não é o remédio que é ineficaz neste caso, mas a maneira de aplicá-lo.
Pode-se pedir eficazmente a Deus o perdão das faltas, porque Deus sabe discernir o bem e o mal; a prece não oculta as faltas. Aquele que pede a Deus o perdão de suas faltas não obtém se não mudar de conduta. As boas ações são a melhor prece, porque os atos valem mais do que as palavras.
Pode-se orar utilmente pelos outros, pois o Espírito daquele que ora está agindo pela vontade de fazer o bem. Pela prece atrai a ele os bons Espíritos que se associam ao bem que deseja fazer.
Comentário de Kardec: Possuímos em nós mesmos pelo pensamento e a vontade, um poder de ação que se estende muito além dos limites de nossa esfera corpórea. A prece por outros é um ato dessa vontade. Se for ardente e sincera, pode chamar os bons Espíritos em auxílio daquele por quem pedimos, a fim de lhe sugerirem bons pensamentos e lhe darem a força necessária para o corpo e a alma. Mas ainda nesse caso a prece do coração é tudo e a dos lábios não é nada.
As preces que fazemos por nós mesmos podem modificar a natureza das nossas provas e desviar o curso, porque as nossas provas estão nas mãos de Deus e lida as que devem ser suportadas até o fim. Mas Deus leva sempre em conta a resignação. A prece atrai a nós os bons Espíritos que nos dão a força de as suportar com coragem. Então elas nos parecem menos duras. Já o dissemos: a prece nunca é inútil, quando bem feita, porque dá força, o que já é um grande resultado. Ajuda-te a ti mesmo e o céu te ajudará; sabemos disso. Aliás, Deus não pode mudar a ordem da Natureza ao sabor de cada um, porque aquilo que é um grande mal do nosso ponto de vista mesquinho, para nossa vida efêmera, muitas vezes é um grande bem na ordem geral do Universo. Além. Disso: de quantos males o ser humano é o próprio autor por sua imprevidência ou por suas faltas. Ele é punido no que pecou. Não obstante, os nossos justos pedidos são em geral mais escutados do que julgamos. As vezes pensamos que Deus não vos ouviu porque não fez um milagre em nosso favor, quando, entretanto, nos assiste por meios tão naturais que nos parecem o efeito do acaso ou da força das circunstâncias. Frequentemente, ou o mais frequentemente, ele nos suscita o pensamento necessário para sairmos por nós mesmos do embaraço.
É útil sim orarmos pelos mortos e pelos Espíritos sofredores. Com ela pode nesse caso lhes proporcionar consolo e abreviar os sofrimentos.
A prece não pode ter o efeito de mudar os desígnios de Deus, mas a alma pela qual se ora experimenta alívio, porque é um testemunho de interesse que se lhe dá e porque o infeliz, é sempre consolado, quando encontra almas caridosas que compartilham as suas dores. De outro lado, pela prece provoca-se o arrependimento, desperta-se o desejo de fazer o necessário para se tornar feliz.  É nesse sentido que se pode abreviar a sua pena se do seu lado ele contribui com a sua boa vontade. Esse desejo de melhora, excitado pela prece, atrai para o Espírito sofredor os Espíritos melhores que vêm esclarecê-lo, consolá-lo e dar-lhe esperanças. Jesus orava pelas ovelhas transviadas. Com isso nos mostra que seremos culpados se nada fizermos pelos que mais necessitados.
Mesmo não estando prescrita no Evangelho, a prece pelos mortos, temos que pensar da seguinte forma:
O Cristo disse aos seres humanos: amai-vos uns aos outros. Essa recomendação implica a de empregar todos os meios possíveis de testemunhar afeição aos outros, sem entrar, por isso mesmo, em nenhum detalhe sobre a maneira de atingir o objetivo. Se é verdade que nada pode desviar o Criador de aplicar a justiça inerente a Ele mesmo, a todas as ações do Espírito, não é menos verdade que a prece que lhe dirigis em favor daquele que vos inspira afeição, é para este um testemunho de recordação que não pode deixar de contribuir para aliviar os seus sofrimentos e o consolar. Desde que ele revele o mais leve arrependimento, e somente então, será socorrido; mas isso não o deixará jamais esquecer que uma alma simpática se ocupou dele, e lhe dará a doce crença de que a sua intercessão lhe foi útil. Disso resulta necessariamente de sua parte, um sentimento de afeição por aquele que lhe deu essa prova de interesse e de piedade. Por conseguinte, o amor recomendado aos seres humanos pelo Cristo não fez mais do que aumentar entre eles, e ambos obedeceram à lei de amor e de união de todos os seres.
Podemos orar aos bons Espíritos como sendo os mensageiros de Deus e os executores de seus desígnios, mas o seu poder está na razão da sua superioridade e decorre sempre do Senhor de todas as coisas, sem cuja permissão nada se faz; porque as preces que lhes dirigimos só são eficazes se forem agradáveis a Deus.
Bibliografia: O Livro dos Espíritos.





segunda-feira, 29 de agosto de 2016

PERTURBAÇÃO ESPIRITUAL.

0 LIVRO DOS ESPÍRITOS. CAPÍTULO III.
PERTURBAÇÃO ESPÍRITA.
Deixando o corpo, a alma se tem imediata consciência não é o termo: ela fica perturbada por algum tempo. Chamo isto de friozinho na barriga.
Nem todos os Espíritos experimentam, no mesmo grau e pelo mesmo tempo, a perturbação que se segue à separação da alma e do corpo. Pois isso depende da sua elevação. Aquele que já está depurado se reconhece quase imediatamente, porque se desprendeu da matéria durante a vida corpórea, enquanto o homem carnal, cuja consciência não é pura, conserva por muito tempo mais a impressão da matéria.
O conhecimento do Espiritismo exerce alguma influência sobre a duração maior ou menor da perturbação. Pois o Espírito compreende antecipadamente a sua situação; mas a prática do bem e a pureza de consciência são o que exerce maior influência.
Comentário de Kardec: No momento da morte, tudo, a princípio, é confuso; a alma necessita de algum tempo para se reconhecer; sente-se como atordoada, no mesmo estado de um homem que saísse de um sono profundo e procurasse compreender a sua situação. A lucidez das ideias e a memória do passado lhe voltam à medida que se extingue a influência da matéria de que se desprendeu, e que se dissipa essa espécie de nevoeiro que lhe turva os pensamentos.
A duração da perturbação de após morte é muito variável: pode ser de algumas horas, como de muitos meses e mesmo de muitos anos. Aqueles em que é menos longa são os que se identificaram durante a vida com o seu estado futuro, porque então compreendem imediatamente a sua posição.
Essa perturbação apresenta circunstâncias particulares, segundo o caráter dos indivíduos e sobretudo de acordo com o gênero de morte. Nas mortes violentas, por suicídio suplício, acidente, apoplexia, ferimentos etc. o Espírito é surpreendido, espanta-se, não acredita que esteja morto e sustenta teimosamente que não morreu. Não obstante, vê o seu corpo, sabe que é dele, mas não compreende que esteja separado Procura as pessoas de sua afeição, dirige-se a elas e não entende por que não o ouvem. Esta ilusão mantém-se até o completo desprendimento do espírito, e somente então ele reconhece o seu estado e compreende que não faz mais parte do mundo dos vivos.
Esse fenômeno é facilmente explicável. Surpreendido pela morte imprevista, o Espírito fica aturdido com a mudança brusca que nele se opera. Para ele, a morte é ainda sinônimo de destruição, de aniquilamento; ora, como continua a pensar, como ainda vê e escuta, não se considera morto. E o que aumenta a sua ilusão é o fato de se ver num corpo semelhante ao que deixou na terra, cuja natureza etérea ainda não teve tempo de verificar. Ele o julga sólido e compacto como o primeiro e, quando se chama a sua atenção para esse ponto, admira-se de não poder apalpá-lo.
Assemelha-se este fenômeno ao dos sonâmbulos inexperientes que não creem estar dormindo. Para eles, o sono é sinônimo de suspensão das faculdades; ora, como pensam livremente e podem ver, não acham que estejam dormindo. Alguns Espíritos apresentam esta particularidade, embora a morte não os tenha colhido inopinadamente; mas ela é sempre mais generalizada entre os que, apesar de doentes, não pensavam em morrer. Vê-se então o espetáculo singular de um Espírito que assiste aos próprios funerais como os de um estranho, deles falando como de uma coisa que não lhe dissesse respeito, até o momento de compreender a verdade.
A perturbação que se segue à morte nada tem de penosa para o ser  de bem; é calma e em tudo semelhante à que acompanha um despertar tranquilo. Para aquele cuja consciência não está pura, é cheia de ansiedades e angústias.
Nos casos de morte coletiva, observou-se que todos os que pereceram ao mesmo tempo nem sempre se reveem imediatamente. Na perturbação que se segue à morte, cada um vai para o seu lado ou só se preocupa com aqueles que lhe interessam.
Bibliografia: O Livro dos Espíritos.