terça-feira, 15 de agosto de 2017

A FAMÍLIA E O LAR.



A FAMÍLIA E O LAR
Maria Célia Cruz

O que precisamos para c o n s t r u i r uma casa? De pedra, areia, tijolos, ferro, cimento e, então, teremos paredes, chão, teto, telhado, portas, janelas, muro. Tudo tem valor, utilidade e faz falta se não encontrarmos. Além disso, pessoas diversas, profissionais hão de trabalhar na construção.
Uns ficam até o fim, outros não e nos atrasam a obra, mas, enfim, é ela erguida.

E para construirmos um lar?
Também precisamos de uma diversidade de coisas da maior importância: entusiasmo, alegria, fé, confiança em Deus, amor, renúncia, companheirismo, perdão, tolerância, benevolência,
 otimismo. E aí, também, pessoas diversas participarão dessa empreitada. Ilusão nossa acreditarmos que só o casal constrói seu lar. As famílias de ambos participam, querem colaborar, dar ideias, já que o casal é inexperiente, e aí surgem melindres, discórdias, ingratidão, ressentimentos. Causam brigas, mas depois tudo passa e o lar, enfim, é montado.
Difícil enumerar as alegrias, a felicidade. Mas tristezas também surgem. As dificuldades que mais atrapalham um relacionamento
bom são de cunho econômico: mulher que ganha mais do que o marido, desemprego, excesso de trabalho externo, medo de concorrência, faltas em casa.
Surgem desentendimentos que requerem calma para discernir,
 vontade para superar e amor para iluminar. Isso é viver em comum. Precisa-se dividir experiências, mesmo porque problemas outros vão requerer de nós mais união, mais cumplicidade, mais amor são os de ordem sentimental, quando nos afetam o coração: perda de entes queridos, infidelidades e outras derrotas, que nos exigem força, determinação e fé, constante confiança em Deus, que sempre nos assiste.

André Luiz nos diz que nas provações e conflitos, no lar terrestre, quase sempre estamos pagando, pelo sistema de prestações, certas dívidas contraídas por atacado.
A mais importante de todas as associações existentes na Terra é a constituição da família, por sua função educadora e regenerativa.
Na ligação de dois seres, respondendo aos vínculos afetivos, surge o lar.
A família evolui incessantemente para mais amplos conceitos
de vivência coletiva, para aperfeiçoamento geral, sob a forma
de uma valiosa escola da alma.
Temos, então, na nossa família, no nosso lar, uma organização de ordem divina, onde encontraremos os instrumentos necessários ao nosso próprio aperfeiçoamento para a
 edificação de um mundo melhor.

Por tudo isso, é importante os conhecimentos referentes à reencarnação, nas bases da família, com pleno exercício da lei de amor, nos recessos do lar, para que o lar não se converta,
 de bendita escola que é, em pouso neurótico, albergando moléstias mentais dificilmente reversíveis.

SERVIÇO ESPÍRITA DE INFORMAÇÕES
Boletim SEI: E-mail: boletimsei@gmail.com
Edição 2249 Junho 2015

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segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Lar, um lugar para voltar.

Você já se deu conta da importância do seu lar?
Não nos referimos ao valor financeiro da sua casa, mas da importância do aconchego do lar.
Na correria dos nossos dia-a-dia, muitos de nós não pensamos no que significa ter um lar para voltar, ao final de um dia de trabalhos intensos e cansativos.
No entanto, o lar é a base segura de todos aqueles que possuem esse grande tesouro.
Temos acompanhado as histórias de pessoas que obtiveram grande sucesso nas artes, na música, nos esportes, e todos eles apontam a união familiar como ponto de apoio seguro.
Existem pessoas que lutaram com dificuldades, passaram por necessidades de toda ordem, mas lograram êxito graças ao carinho e à dignidade dos pais que ofereceram suporte para vencer os obstáculos.
Por essa razão, o lar é um elemento indispensável como base para uma carreira de sucesso.
Não importa o tamanho da construção nem o material de que é feito, mas importa que seja um verdadeiro ninho de amor, afeto e amizade.
Pode ser uma mansão ou uma tapera...
Um bangalô ou um barraco singelo...
Pode faltar o pão, mas não deve faltar o abraço de ternura de uma mãe dedicada...
Pode faltar uma cama confortável, mas não devem faltar os braços fortes de um pai que ampara e orienta...
Pode faltar o luxo, mas não deve faltar o toque delicado de uma mãe caprichosa.
Pode faltar muita coisa, mas não pode faltar o diálogo amigo que estreita os laços e se faz ponte de entendimento em todas as situações.
A casa pode ser frágil e não oferecer resistência contra a chuva fria, mas o lar deve ser bastante resistente para suportar as investidas das drogas e de todos os vícios.
A construção pode balançar com os açoites dos ventos impiedosos, mas o lar deve se manter firme, mesmo diante das investidas mais ásperas da indignidade e da desonra.
Se você nunca havia pensado nisso, pense agora.
E, à noitinha, enquanto o sol se despede do dia e o manto escuro da noite se estende sobre a cidade e você, vencido pelo cansaço, avistar seu lar de portas abertas e um familiar de braços abertos para dizer:
Olá! Como foi seu dia? - perceberá como é importante poder voltar para casa.
Com chuva ou com sol, lá está o nosso lar para nos acolher e nos dar abrigo.
Por essa razão, valorizemos esse refúgio seguro no qual passamos a maior parte de nossas vidas, valorizando também aqueles que compartilham conosco desse pequeno oásis e fazendo com que ele possa ser um verdadeiro porto seguro.
E nunca nos esqueçamos de que o lar, mesmo quando assinalado pelas dores decorrentes do aprimoramento das arestas dos que o constituem, é oficina purificadora onde se devem trabalhar as bases seguras da Humanidade de todos os tempos.
Redação do Momento Espírita.
Disponível no CD Momento Espírita, v. 4, ed. Fep.
Em 29.03.2010.
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sábado, 12 de agosto de 2017


Ter filhos, e ser pai.
Você tem filhos?

        Se a resposta for positiva, então responda: Você é pai?

        Ora, alguns pensarão que ter filhos e ser pai é a mesma coisa, mas uma reflexão mais detida nos mostrará a diferença.

        Para ter filhos basta estar apto à reprodução e entregar-se à conjunção carnal para procriar.

        Para ser pai é preciso alguns cuidados a mais.

        Há pouco tempo, uma revista tratou do assunto retratando algumas dificuldades, principalmente com relação a empresários e executivos que têm filhos e que não são pais.

        Geralmente chegam em casa e não se dão conta de que já saíram dos seus escritórios.

        Esquecem-se de sintonizar os sentimentos afetivos e continuam dando ordens, como se a esposa fosse a secretária e os filhos seus subalternos. Não mudam nem o tom de voz.

        Uma estatística da revista Fortune atesta a dramática dimensão desse problema.

        Revela que filhos de empresários e executivos de alto nível apresentam graus de desajustes bem maiores que os dos outros pais, inclusive os de famílias financeiramente menos abastadas.

        No livro The parent’s handbook, ou Manual dos pais, em português, um dos livros mais vendidos nos Estados Unidos, dois especialistas tratam do tema com grande competência.

        Estabelecem, entre outras coisas, sete regras básicas para ser um bom pai:
1ª - Comporte-se naturalmente. Dê atenção na medida certa. Se você exagerar com frequência, quando por qualquer motivo reduzir sua atenção, seu filho se sentirá desprezado.
 2ª - Diga sempre ao seu filho que você o ama. Principalmente quando ele não espera esse tipo de declaração. Não economize nos gestos. Beijos, carinhos, abraços, emoção, muitas vezes valem mais que uma dezena de atitudes.
 3ª - Vale mais encorajar do que repreender; incentivar do que premiar. Dizer com sinceridade: Eu confio na sua capacidade de decisão, eu aposto no seu discernimento.
4ª - Ouça seu filho! (talvez a mais importante das recomendações). Aprenda a ouvir o que ele tem a dizer. Ouça tudo e até o fim.
Não interrompa, não conclua nem o obrigue a concluir no meio do relato. Mais do que a sua opinião, ele quer contar para você...
5ª - Mesmo diante de uma aparente falta grave, procure não criticá-lo duramente. Deixe que ele lhe dê as próprias razões.
Se você não se convencer, tente refletir em conjunto, ajudando-o a perceber o que o levou a errar, tornando-o capaz de identificar o erro.
6ª - Por mais certeza que você tenha do que vai acontecer nos casos que não haja risco à integridade de seu filho, permita que ele experimente e conclua por si mesmo. O melhor aprendizado ainda é o da própria experiência.
7ª - Trate seu filho com a mesma educação e cordialidade que você reserva para seus amigos. Agindo assim, por certo ele acabará se tornando o melhor de todos os seus amigos.
Não se resumem aqui todas as regras para se ser um bom pai, mas aqueles que as observarem já terão dado passos largos no caminho que a todas as outras conduz.
Todo filho é empréstimo sagrado que deve ser valorizado e melhorado pelo cinzel do amor dos pais, para oportuna devolução ao Genitor Celeste.
Redação do Momento Espírita, com base na Revista Factus,
fevereiro de 1999, e no verbete Filhos, do livro 
Repositório de sabedoria, v.1,
pelo Espírito Joanna de Angelis, psicografia de Divaldo P. Franco, ed. Leal.

Disponível no CD Momento Espírita, v. 5 e no livro Momento Espírita, v. 1,  ed. Fep.
Em 05.01.2009.

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sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Meu pai, meu herói.
Quando eu cheguei a este mundo, não sabia ao certo o que estava fazendo aqui, até que percebi que havia alguém para me orientar na jornada.
Um dia, quando você me ergueu nos braços, elevando-me acima da sua cabeça, descobri que você queria que eu percebesse o mundo de um ponto de vista muito abrangente.
Quando comecei a ensaiar meus primeiros passos, com a musculatura das pernas ainda frágil, você me sustentou segurando-me a mão, e entendi que você não desejava me carregar no colo para sempre: queria que eu andasse com as próprias pernas.
Quando entrei em casa pela primeira vez, ofegante, me queixando dos amigos, você disse para eu me acertar com eles, e compreendi que deveria assumir a responsabilidade pelos meus próprios atos.
Quando trouxe para casa minha primeira lição e você se sentou ao meu lado, orientando-me, mas não fez a lição para mim, entendi que você desejava que o aprendizado fosse uma conquista minha.
No dia em que alguns objetos alheios foram parar em minha mochila escolar, você, sem me ofender, me pediu para devolver ao legítimo dono, e compreendi que você queria fazer de mim uma pessoa honesta.
Quando, um dia, meus amigos saíram da sala e tracei alguns comentários maldosos sobre eles, e você me disse que não devemos falar mal das pessoas ausentes, aprendi as lições da sinceridade e do respeito.
Nos momentos difíceis, você estava sempre ao meu lado para me apoiar, e nas horas alegres não me faltou o seu abraço para compartilhar.
Quando fraquejei diante do primeiro embate da vida, você me falou de coragem...
Quando chorei as lágrimas provocadas pelo primeiro sofrimento, você me falou de resignação...
Quando desejei fugir dos compromissos que se apresentavam, você me falou de responsabilidade...
Quando pensei em mentir para um amigo, você me falou de fidelidade...
Quando senti em minha alma os açoites dos primeiros vendavais, você me falou de flexibilidade, e aprendi a me dobrar para não quebrar, como o pequeno ramo verde faz diante dos golpes do vento.
Quando você pressentiu em meu olhar a insinuação da vingança, me falou do perdão...
Quando desejei salvar o mundo, nos ardentes dias da juventude, você me ensinou a moderação e o bom senso.
Quando quis me submeter aos modismos do grupo, você me falou de liberdade.
Quando me iludi, pensando que o mundo era meu, você me falou do Criador do Universo...
Assim, meu pai, desejo dizer que você sempre foi meu herói, meu amigo, meu grande mestre, meu companheiro de caminhada...
Você foi firme, quando era de firmeza que eu precisava...
Você foi terno, quando era de ternura que eu necessitava... Você foi lúcido, quando era de lucidez que eu precisava...
Quando eu cheguei a este mundo, não sabia ao certo o que estava fazendo aqui, até que percebi que havia alguém para me orientar na jornada...
Hoje, bem, hoje eu sei claramente o que estou fazendo aqui, porque você, meu pai, fez mais que apenas me orientar, você caminhou ao meu lado muitas vezes, me seguiu de perto outras tantas, e andou à minha frente muitas outras, deixando rastros de luz, como diretrizes seguras que eu pudesse seguir.
Hoje eu sei muito bem o papel que me cabe na construção de um mundo melhor, porque isso eu aprendi com você, meu grande e admirado amigo...
E quando eu vejo tantos jovens perdidos, sem rumo e sem esperança, vagando entre a violência e a morte, eu peço a Deus por eles, porque é bem possível que não tenham tido a felicidade de ter um pai como você, e peço a Deus por você, papai, meu grande amigo.
Redação do Momento Espírita.
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quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Meu pai
Todos os que fomos acalentados pelo amor paterno, com certeza, recordamos nosso velho com saudade. Particularmente, quando nós mesmos nos tornamos pais, as lembranças acodem aos atropelos.
Na acústica da alma, ainda ouvimos os passos firmes nas noites de trovoadas, a conferir em sua ronda, janelas, trancas, cortinas, o sono da criançada.
Se fecharmos os olhos, podemos sentir o deslizar da sua mão levemente pelo nosso rosto e o puxar cuidadoso do cobertor.
Vemos sua silhueta se perdendo na penumbra e ouvimos o último abrir e fechar da geladeira.
Recordamos da criança que fomos e que ficava à espera da sua volta do trabalho. Aqueles que tivemos pais cujo trabalho exigia muitos dias fora do lar, podemos sentir outra vez o coração aos atropelos, lembrando o som do carro dele, chegando, na madrugada.
Será que lembrou de trazer um presente? Será que a sua barba está por fazer e vai espetar o nosso rosto?
Recordamos o passeio dos fins de semana, do presente de aniversário, da ceia de Natal. Até das broncas após as nossas malandragens.
Igualmente lembramos dos carinhos à chegada de nosso boletim, a alegria após passar de ano. A comemoração em família pelas nossas vitórias: fundamental, ensino médio, vestibular, faculdade.
E quando chegamos à adolescência? Quantos cuidados! Quem são os seus companheiros? Com quem você vai sair? Aonde vai?
Não fume. Não beba. Não exceda a velocidade. Respeite os sinais de trânsito.
É hora de chegar? Não falei para chegar antes da meia-noite?
Filho respeite os mais velhos. Faça um carinho nos seus avós. Quando, afinal, vai se decidir a trabalhar?
Garoto, vou lhe cortar a mesada.
Olhando as rugas estampadas no rosto de nosso pai, somos tomados de carinho e nos curvamos diante dele. Quantos anos vividos no calor do lar paterno. Quantas lições!
Lições que hoje repassamos para os nossos próprios filhos e, sem nos darmos conta, vamos repetindo os mesmos gestos dele. Daquele que há sessenta, setenta anos renasceu e um dia se tornou nosso pai.
Olhamos nossos filhos e, lembrando de como a generosidade de nosso pai, os seus cuidados nos fizeram bem ao caráter, nos esmeramos no atendimento aos nossos próprios rebentos.
Por tudo isso, outra vez, é que a nossa gratidão cresce no peito e explode em uma grande manifestação de afeto. E, como se nosso pai fosse uma criança pequena, abraçamos o velho e o embalamos em nossos braços, com a mesma canção de ninar que um dia ele embalou a nossa infância.
*   *   *
As mensagens repassadas às crianças calam profundamente em suas almas. Embora o tempo, a distância, as circunstâncias mais adversas, tudo o que as aninhou e animou nos anos infantis repercute pela vida afora.
Eis porque a infância tem um caráter de primordial importância ao ser humano. É nesse período de repouso para o Espírito, que se prepara para as lutas do mundo, que o ser se abastece de energias, vigor, valores reais que são, em verdade, as únicas heranças autênticas que os pais legam aos filhos.

Redação do Momento Espírita, a partir do texto Pai, de autoria desconhecida.
Disponível no cd Momento Espírita, v. 19, ed. Fep.
Em 01.02.2012.


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quarta-feira, 9 de agosto de 2017

A missão educadora dos pais


Vivemos em um mundo de constantes mudanças e, sem dúvida, temos que nos adaptar a elas.
A mulher hoje tem amplo acesso ao mercado de trabalho e a figura de mãe presente ao lado de seus filhos, sempre que esses não estejam na escola, quase não existe mais.
O pai tornou-se mais participativo no cuidado das crianças, no entanto, ainda passa a maior parte de seu tempo dedicado ao trabalho, a fim de prover as necessidades materiais da família.
Consequentemente, as crianças e os jovens, habituados à televisão e ao computador, distanciam-se de seus pais e esses, atarefados, quase não se aproximam de seus filhos.
Encontramos até mesmo pais que dizem ser a escola o local de educação de seus filhos.
Em verdade a escola é local onde há transmissão de conhecimentos, bem como orientação sobre o comportamento das crianças, adolescentes e jovens. No entanto, ela jamais pode substituir a educação do lar.
Allan Kardec nos diz que o ensino é a transmissão de conhecimentos, de informações ou de esclarecimentos úteis ou indispensáveis à educação.
Desta frase podemos deduzir que a educação é muito mais ampla que o ensino formal, ao quais as escolas se dedicam.
Ainda, segundo Kardec, o educador real não é somente aquele que fala de uma tribuna como o professor.
Educador é qualquer pessoa que, pelo processo da explicação ou das experiências, procura passar ensinamentos úteis para outra pessoa.
Neste sentido estão incluídos os pais, os avós ou quem, com paciência e dedicação consiga, através do entendimento do educando, modificar a conduta deste.
Para educar de verdade não é necessária uma ocasião especial, pelo contrário, a qualquer momento, através da conversa e dos exemplos, a educação pode ser feita.
Aos casais não faltam orientações de livros, revistas e profissionais dispostos a ajudá-los na educação de seus filhos.
No entanto, vivemos hoje em uma sociedade com numerosos jovens que não se ajustam a regras ou leis, muitos deles delinquentes, e nos perguntamos o por que.
Ao observarmos o crescente distanciamento que os múltiplos afazeres dos pais impõem, bem como o distanciamento que se impõe aos filhos ao dar a eles dias cheios de atividades, começamos a entender o que ocorre.
Sem dúvida o modelo de pai e mãe como profissionais é quase irreversível, pois é uma consequência dos novos tempos.
Mas tal modelo não pode ser uma desculpa para nos esquecermos de uma das maiores responsabilidades que o Criador dá a quem se torne pai ou mãe: a educação.
Se o dia é cheio, que as noites sejam de aconchego. Ao invés de televisão, computador ou telefone, a refeição em família na qual se pode comentar o dia e se inteirar das atividades dos filhos demonstrando-lhes amor.
Mesmo cansados, pais que amam dedicam, diariamente, momentos para monitorar tarefas da escola de seus filhos. Em hora adequada, pais dedicados acompanham seus filhos em uma oração antes do merecido descanso.
Se a semana é de correria, que os fins de semana sejam de paz e harmonia entre a família, com atividades que permitam a convivência e o entendimento entre pais e filhos, a fim de adequadamente educá-los.
Que a tarefa sagrada da educação seja realizada amplamente para que, um dia, possamos responder com tranquilidade à pergunta: O que fizeste dos filhos que a ti foram confiados?
Redação do Momento Espírita com base no cap. III 
 do livro A educação à luz do espiritismo, de
Lydienio Barreto de Menezes, ed. Celd.
Em 04.9.2009.


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terça-feira, 8 de agosto de 2017

Quando Deus criou os pais
Conta-se que quando Deus se dispôs a criar os pais, ele se esmerou a tal
ponto que atraiu a atenção de um anjo, que ficou a observá-lo.
Deus começou fazendo um homem de estatura muito alta.
O anjo vacilou um pouco, mas resolveu falar com o Criador:
"Senhor, que tipo de pai é este? Se as crianças são baixinhas, por que um pai tão alto? Ele terá dificuldades para jogar bolinhas de gude sem se ajoelhar.
Não poderá colocar uma criança na cama, nem beijá-la,
sem ter que se curvar muito."
Deus sorriu e explicou que o pai precisava ser alto, para a criança
ter alguém para enxergar, quando olhasse para cima.
Aí, ele partiu para colocar mãos grandes e vigorosas no modelo.
O anjo criou coragem e falou outra vez: "Senhor, desculpe-me. Mas mãos grandes são desajeitadas. Elas não vão conseguir abotoar botões pequenos, nem prender elásticos nos cabelos e nem retirar cisco do olho de uma criança. E como irão trocar fraldas num bebezinho?"
"Pensei nisso", respondeu Deus, com toda sua paciência,
"eu as fiz grandes o suficiente para segurar tudo o que um menino
tira do bolso no fim do dia. E você verá, são pequenas o suficiente
para segurar e acariciar o rosto de uma criança."
Depois, Deus começou a modelar as pernas. E as fez longas esguias.
E colocou ombros largos no protótipo de pai que estava criando.
 “O Senhor percebeu que fez um pai sem colo? Quando ele segurar uma criança, ela vai cair pelo vão das pernas!" - tornou a censurar o anjo.
Deus continuou a modelar, com todo o cuidado e esclareceu:
 “Mães necessitam de colo. O pai necessita de ombros fortes para equilibrar
um menino na bicicleta ou segurar uma cabeça sonolenta no caminho
de casa, depois das brincadeiras do circo ou da ida ao parque."
E Deus colocou pés grandes. Os maiores pés que o anjo já tinha visto.
Ele não se conteve: "Senhor, acha justo isso? Honestamente, o senhor acha
que esses dois pés vão conseguir saltar rápido da cama quando o bebê chorar? E quando tiver que atravessar um salão de festas de aniversário de uma
criança, então! No mínimo, com esses pés enormes vai esmagar
umas três delas, até chegar do outro lado.”
"Eles vão ser úteis", foi explicando o bom Deus. "você verá.
Vão ter força para sustentar uma criança que deseje ver o mundo,
do alto do pescoço do pai. Ou que deseje brincar de cavalinho.”
Vão dar passadas firmes e quando a criança as ouvir, subindo as escadas,
em direção ao seu quarto, se sentirá segura, por saber que o pai logo mais estará ali, para abençoá-la, antes de se entregar ao sono¨. Deus continuou a trabalhar noite adentro. Deu ao pai poucas palavras,
porém uma voz firme, cheia de autoridade. Deu-lhe também olhos que enxergavam tudo, mas que continuavam calmos e tolerantes.
Contemplando sua obra de arte, Deus resolveu acrescentar um último detalhe. Tocou com seus dedos os olhos do pai e colocou lágrimas
que ele pudesse acionar, quando tivesse necessidade.
Aí, virou-se para o anjo e perguntou: "agora, você está satisfeito
em ver que ele pode amar tanto quanto uma mãe?”
O anjo nada mais tinha a argumentar. Permaneceu em silêncio.

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É de relevância a lição dos exemplos dos pais aos filhos, a par da assistência constante de que necessitam os caracteres em formação, argila plástica
que deve ser bem modelada.
No compromisso do amor, estão evidentes o companheirismo,
o diálogo franco, a solidariedade, a indulgência e a energia moral
de que necessitam os filhos, no longo processo da aquisição dos
valores éticos, espirituais, intelectuais e sociais.
Os deveres dos pais em relação aos filhos estão inscritos na consciência. Grande é a tarefa que lhes está reservada, no que tange aos deveres da educação dos espíritos que lhe são confiados na qualidade de filhos. Redação do Momento Espírita 
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