sábado, 23 de setembro de 2017

CONHECIMENTO DE SI MESMO.

O LIVRO DOS ESPÍRITOS. CAPÍTULO XII. PERFEIÇÃO MORAL. CONHECIMENTO DE SI MESMO.

O meio prático mais eficaz para se melhorar nesta vida e resistir ao arrastamento do mal, e seguir as palavras de um sábio da Antiguidade que falou “Conhece-te a ti mesmo”.
Compreendamos toda a sabedoria dessa máxima, mas a dificuldade está precisamente em se conhecer a si próprio, o meio de chegar a isso seria o seguinte:
Fazei o que o Santo Agostinho fazia quando viveu aqui nesta Terra: no fim de cada dia interrogava a consciência dele, passava em revista o que havia feito e perguntava a ele mesmo se não tinha faltado ao cumprimento de algum dever, se ninguém teria tido motivo para se queixar dele. Foi assim que ele chegou a se conhecer e ver o que ele necessitava de reforma. Aquele deixou dito que aquele que todas as noites lembrar todas as suas ações do dia, e, se perguntar o que fez de bem ou de mal, e pedindo a Deus e ao seu anjo guardião que o esclarecessam, adquirira uma grande força para se aperfeiçoar, porque, acreditando, Deus o assistirá. Assim serve para todos nós formularmos, portanto, as nossas perguntas, indagando o que fizemos  e com que fito agitamos em determinada circunstância, se fizemos alguma coisa que censuramos os outros, se praticamos uma ação que não ousaríamos confessar. Perguntemos ainda isto: Se Deus chamasse-nos neste momento, ao entrarmos no mundo dos Espíritos, onde nada é oculto, se teríamos de temer o olhar de alguém? Examinemos o que pudemos ter feito contra Deus, depois contra o próximo e por fim contra nós mesmos. As respostas serão motivo de repouso para nossa consciência ou indicarão um mal que deve ser curado.
O conhecimento de nos mesmos é, portanto a chave do melhoramento individual. Mas, diremos como julgar a nos mesmos? Se não teremos á ilusão do amor-próprio, que atenua as faltas e as torna desculpáveis? O avaro se julga simplesmente econômico e previdente, o orgulhoso se considera tão somente cheio de dignidade. Tudo isso é muito certo, mas teremos um meio de controle que não nos pode enganar. Quando estamos indecisos quanto ao valor de uma de nossas ações, devemos perguntar a nós como qualificaríamos se tivesse sido praticada por outra pessoa, porque Deus não usa de duas medidas para a justiça. Procuremos também saber o que pensam os outros e não negligenciemos a opinião dos nossos inimigos, porque eles não têm nenhum interesse em disfarçar a verdade e geralmente Deus os colocou ao nosso lado como um espelho, para nos advertir com mais franqueza do que o faria um amigo. Porque aquele que tem a verdadeira vontade de se melhorar, deve explorar, portanto, a sua consciência, a fim de arrancar dali às más tendências como arrancamos as ervas daninhas do nosso jardim; que façamos o balanço da nossa jornada moral como o negociante o faz dos seus lucros e perdas, e asseguremos que o primeiro será mais proveitoso que o outro. Se pudermos dizer que a nossa jornada foi boa, podemos dormir em paz e esperar sem temor o despertar na outra vida.
Formulemos, portanto, perguntas claras e precisas e não tememos multiplicá-las: podemos muito bem consagrar alguns minutos à conquista da felicidade eterna. Trabalhemos todos os dias para ajuntar o que nos dê repouso na velhice. Esse repouso é o objeto de todos os nossos desejos. Isto vale a pena de alguns esforços. Sabemos que muitos dizem que o presente é positivo e o futuro incerto. Ora, aí está, precisamente, o pensamento que fomos encarregados de destruir em nossas mentes, pois desejemos  fazer-nos compreender esse futuro de maneira a que nenhuma dúvida possa restar em vossa alma. Foi por isso que chamamos primeiro a nossa atenção para os fenômenos da Natureza que nos tocam os sentidos e depois nos demos instruções que cada um de nós temos o dever de difundir. Foi com esse propósito que Santo Agostinho acabou editando no O Livro dos Espíritos.
SANTO AGOSTINHO
Comentário de Kardec: Muitas faltas que cometemos nos passam despercebidas. Se, com efeito, seguindo o conselho de Santo Agostinho, interrogássemos mais frequentemente a nossa consciência, veríamos quantas vezes falimos sem disso nos apercebermos, por não perscrutarmos a natureza e o móvel dos nossos atos. A forma interrogativa tem alguma coisa de mais preciso do que uma máxima que em geral não aplicamos a nós mesmos. Ela exige respostas categóricas, por um sim ou um não, que não deixam lugar a alternativas: respostas que são outros tantos argumentos pessoais, pela soma das quais podemos computar a soma do bem e do mal que existe em nós.

BIBLIOGRAFIA: O LIVRO DOS ESPÍRITOS.


sexta-feira, 22 de setembro de 2017


A ilusão da Vida:

A vida é maravilhosa, ela só tem começo, não tem fim. O que chamamos de vida e morte em denominações humanas, podemos também dizer que o espírito entra e sai de cena.

Precisamos encarnar e desencarnar chamamos está engrenagem de Reencarnação, que é uma Lei Natural, uma Lei Divina, não tem a ver com religiões ou doutrinas e sim com a Criação Divina.

De forma lúdica podemos dizer que o ator principal é o “Espírito”, o personagem é o “Corpo”, o cenário é todo o “Planeta” e a vida é tudo que acontece ao nosso redor e principalmente internamente com cada ator.

Nosso personagem sempre terá um determinado tempo de atuação neste grande cenário, porém o ator nunca morre, pois ele é imortal e continua sua jornada na evolução Divina mesmo fora de cena. Ele sabe que mais ou menos tempo precisará de novas oportunidades para voltar atuar com novos personagens e se apresentar novamente no mesmo cenário.

Estamos seres humanos, porém somos espíritos.

A ilusão está em pensar que a vida é somente o que vemos com os olhos humanos.

A ilusão da Perda:

Como sentir que perdeu algo que nunca foi seu? Tudo que é material é passageiro. O ser humano tem um determinado tempo de vida, assim como, todos os seres vivos que vivem em nosso planeta também tem seu tempo de vida material.

O próprio corpo que temos é “emprestado” pela Mãe Terra (Gaya) para o espírito seguir sua jornada de evolução, mas saber que o corpo é um veículo temporário de manifestação do espírito não significa ser irresponsável com ele, tudo é uma questão de consciência (lucidez). Toda ação gera uma reação.

Em uma visão mais ampla, quando falamos de pais, filhos, esposos (as), parentes, amigos e tantas outras coisas, nós estamos falando que todos eles “estão” como nossos pais, “estão” como nossos filhos, “estão” esposos (as), “estão” parentes, “estão” amigos e assim por diante.

Eles, elas e todas as coisas que existem nunca foram nossas, porém não significa que não possamos formar laços e ligações atemporais com elas quando essas relações são equilibradas.

Tudo e todos pertencem a “Algo Muito Maior”. Para nossa compreensão chamamos de DEUS e tudo acaba sendo um “empréstimo” sempre em forma de “presente”. Mas quando chega a hora de dizer “até breve” levamos todas as experiências vividas, emoções, sentimentos, pensamentos que tivemos nesta vida, somado a centenas e centenas de outras encarnações já experimentadas. Para o espírito tudo que envolve emoções, sentimentos e a consciência são imortais, pois esses três pontos são as chaves para nossa evolução e uma compreensão maior para o que chamamos de vida.

Encarnados ou desencarnados sempre levaremos em nossas consciências imortais tudo o que experimentamos em nossas jornadas encarna tórias (Passadas, Atual e Futuras). Isso sim “nunca se perde.” Amor
Determinação
Confiança

Jefferson L. Orlando
MENSAGEM COMPARTILHADA PELO MÉDIUM GETULIO P. QUADRADO


quinta-feira, 21 de setembro de 2017

JUSTIÇA E DIREITOS NATURAIS.

O LIVRO DOS ESPÍRITAS. CAPÍTULO XI. LEI DE JUSTIÇA, AMOR E CARIDADE. JUSTIÇA E DIREITOS NATURAIS.

O sentimento de justiça é de tal modo natural que nos revolta ao pensamento de uma injustiça. O progresso moral desenvolve sem duvida esse sentimento, mas não o dá: Deus o pôs no coração do ser humano. Eis porque encontramos frequentemente, entre os seres humanos simples e primitivos, noções mais exatas de justiça do que entre pessoas de muito saber.
A explicação de que os seres humanos entendam de maneiras tão diferentes a justiça natural, e que um considere  justo o que a outro parece injusto. É que em geral se misturam paixões ao julgamento, alterando esse sentimento, como acontece com a maioria dos outros sentimentos naturais e fazendo ver as coisas sob um falso ponto de vista.
A definição da justiça consiste no respeito aos direitos de cada um.
O que determina esses direitos, é que são determinados por duas coisas: a lei humana e a lei natural. Tendo os seres humanos feitos leis apropriadas aos seus costumes e ao seu caráter, essas leis estabeleceram direitos que podem variar com o progresso. Vejamos se as nossas leis de hoje sem serem perfeitas, consagram os mesmos direitos que as da Idade Média. Esses direitos superados, que nos parecem monstruosos, pareciam justos e naturais naquela época. O direito dos seres humanos, portanto, nem sempre é conforme a justiça. Só regula algumas relações sociais, enquanto na vida privada há uma infinidade de atos que. são de competência exclusiva do tribunal da consciência.
Tirando o direito consagrado pela lei humana, a base da justiça fundada sobre a lei natural, é baseada naquilo que o Cristo nos disse: “Querer para o outro o que queremos para nós mesmos”. Deus pôs no coração do ser humano a regra de toda a verdadeira justiça, pelo desejo que tem cada um de ver os seus direitos respeitados. Na incerteza do que deve fazer para o semelhante em dada circunstância, que o ser humano pergunta a si mesmo como desejaria que agissem com ele. Deus não poderia dar um guia mais seguro que a sua própria consciência.
Comentário de Kardec:  O critério da verdadeira justiça é de fato o de se querer para o outro aquilo que se quer para si mesmo, e não de querer para si o que se deseja para os outros, o que não é a mesma coisa. Como não é natural que se queira o próprio mal, se tomarmos o desejo pessoal por norma ou ponto de partida, podemos estar certos de jamais desejar ao próximo senão o bem. Desde todos os tempos e em todas as crenças, o ser humano procurou sempre fazer prevalecer o seu direito pessoal. O sublime da religião cristã foi tomar o direito pessoal por base do direito do próximo.
A necessidade de viver em sociedade acarreta para o ser humano obrigações particulares, e a primeira de todas é a de respeitar os direitos dos semelhantes; aquele que respeitar esses direitos será sempre justo. No nosso mundo, onde tantos seres humanos não praticam a lei de justiça, cada um usa de represálias e vem daí a perturbação e a confusão da nossa sociedade. A vida social dá direitos e impõe deveres recíprocos.
O ser humano pode iludir-se quanto à extensão do seu direito, o que pode fazer que ele conheça os seus limites. Limites estes do direito que reconhece para o seu semelhante em relação a ele, na mesma circunstância e de maneira recíproca.
Mas se cada um se atribui a si mesmo os direitos do semelhante, em que se transforma a subordinação aos superiores, será isto a anarquia de todos os poderes. Onde os direitos naturais são os mesmos para todos os seres humanos, desde o menor até o maior. Deus não fez uns de limo mais puro que outros e todos são iguais perante Ele. Esses direitos são eternos; os estabelecidos pelos seres humanos perecem com as instituições. De resto, cada qual sente bem a sua força ou a sua fraqueza, e saberá ter sempre uma certa deferência para aquele que o merecer, por sua virtude e seu saber. E importante assinalar isto, para que os que se julgam superiores conheçam os seus deveres e possam merecer essas deferências. A subordinação não estará comprometida, quando a autoridade for conferida à sabedoria.
O caráter do ser humano que venha a praticar a justiça em toda a sua pureza, seria o do verdadeiro justo, a exemplo de Jesus; porque praticaria também o amor ao próximo e a caridade, sem os quais não há a verdadeira justiça.

BIBLIOGRAFIA: O LIVRO DOS ESPÍRITOS.



quarta-feira, 20 de setembro de 2017

DIREITO DE PROPRIEDADE. ROUBO.

O LIVRO DOS ESPÍRITOS. CAPÍTULO XI. LEI DE JUSTIÇA, AMOR E CARIDADE. DIREITO DE PROPRIEDADE. ROUBO.

O primeiro de todos os direitos naturais do ser humano é o de viver. É por isso que ninguém tem o direito de atentar contra a vida do semelhante ou fazer qualquer coisa que possa comprometer a sua existência corpórea.
O direito de viver confere ao ser humano de ajuntar o que  necessita para viver e repousar, quando não mais puder trabalhar. Mas deve fazê-lo em família, como a abelha, através de um trabalho honesto, e não ajuntar como um egoísta. Alguns animais lhe dão o  exemplo dessa previdência.
0 ser humano tem o direito de defender aquilo que ajuntou pelo trabalho. Deus não disse? “Não roubarás”; e Jesus disse: “Dai a César o que é de  César”.
Comentário de Kardec: Aquilo que o ser humano ajunta por um trabalho honesto é uma propriedade legítima, que ele tem o direito de defender. Porque a propriedade que é fruto do trabalho constitui um direito natural, tão sagrado como o de trabalhar e viver.
O desejo de possuir é natural, mas quando o ser humano só deseja para si e para sua satisfação  pessoal, é egoísmo.
 Entretanto, não será legítimo o desejo de possuir, pois o que tem com o que viver não se torna carga para ninguém.
 Há seres humanos insaciáveis que acumulam sem proveito para ninguém ou apenas para satisfazer as suas paixões. Acreditas que isso seja aprovado  por Deus? Aquele que ajunta pelo seu trabalho, com a intenção de auxiliar o seu semelhante, pratica a lei de «amor e caridade e seu trabalho é abençoado por Deus”.
 O caráter da propriedade legítima só há uma propriedade: a que foi adquirida sem prejuízo para os outros.
Comentário de Kardec: A lei de amor e justiça proíbe que se faça a outro o que não queremos que nos seja feito, e condena, por esse mesmo princípio, todo meio de adquirir que o contrarie.
O direito de propriedade é sem limites, pois tudo o que é legitimamente adquirido é uma propriedade, mas, como já dissemos, a legislação humana é imperfeita e consagra frequentemente direitos convencionais que a justiça natural reprova. É por isso que os seres humanos reformam suas leis à medida que o progresso se realiza e que eles compreendem melhor a justiça. O que num século parece perfeito, no século seguinte se apresenta como bárbaro. 

BIBLIOGRAFIA: O LIVRO DOS ESPÍRITOS.

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segunda-feira, 18 de setembro de 2017

CARIDADE E AMOR AO PRÓXIMO

O LIVRO DOS ESPÍRITOS. CAPÍTULO XI. LEI DE JUSTIÇA, AMOR E CARIDADE. CARIDADE E AMOR AO PRÓXIMO.
O verdadeiro sentido da palavra caridade como a entendia Jesus, chama-se benevolência para com todos, indulgência para as imperfeições alheias, perdão das ofensas.
Comentário de Kardec: O amor e a caridade são o complemento da lei de justiça, porque amar ao próximo é fazer-lhe todo o bem possível, que desejaríamos que nos fosse feito. Tal é o sentido das palavras de Jesus: “Amai-vos uns aos outros, como irmãos”.
A caridade, segundo Jesus, não se restringe à esmola, mas abrange todas as relações com os nossos semelhantes, quer se trate de nossos inferiores, iguais ou superiores. Ela nos manda ser indulgentes, porque temos necessidade de indulgência, e nos proíbe humilhar o infortúnio, ao contrário do que comumente se pratica. Se um rico nos procura, atendemo-lo com excesso de consideração e atenção, mas se é um pobre, parece que não nos devemos incomodar com ele. Quanto mais, entretanto, sua posição é lastimável, mais devemos temer aumentar-lhe a desgraça pela humilhação. O ser humano verdadeiramente bom procura elevar o inferior aos seus próprios olhos, diminuindo a distância entre ambos.
 Jesus ensinou ainda: “Amai aos vossos inimigos”. Ora, um amor pelos nossos inimigos não é contrário às nossas tendências naturais, e a inimizade não provém de uma falta de simpatia entre os Espíritos. Realmente não se pode ter, para com os inimigos, um amor terno e apaixonado. E não foi isso que ele quis dizer. Amar aos inimigos é perdoá-los e pagar-lhes o mal com o bem. É assim que nos tornamos superiores; pela vingança nos colocamos abaixo deles.
O ser humano reduzido a pedir esmolas se degrada moral e fisicamente: se embrutece. Numa sociedade baseada na lei de Deus e na justiça, deve-se prover a vida do fraco, sem humilhação para ele. Deve-se assegurar a existência dos que não podem trabalhar sem deixá-los à mercê do acaso e da boa vontade.
Não devemos condenar a esmola, pois não é a esmola que é censurável, mas quase sempre a maneira por que ela é dada. O ser humano de bem, que compreende a caridade segundo Jesus, vai ao encontro do desgraçado sem esperar que ele lhe estenda a mão.
A verdadeira caridade é sempre boa e benevolente; tanto está no ato quanto na maneira de fazê-la. Um serviço prestado com delicadeza tem duplo valor; se o for com altivez, a necessidade pode fazê-lo aceito, mas o coração  mal será tocado.
Lembrai-vos ainda de que a ostentação apaga aos olhos de Deus o mérito do benefício. Jesus disse: “Que a vossa mão esquerda ignore o que faz a direita”. Com isso, ele vos ensina a não manchar a caridade pelo orgulho.
É necessário distinguir a esmola propriamente dita da beneficência. O mais necessitado nem sempre é o que pede: o temor da humilhação retém o  verdadeiro pobre, que quase sempre sofre sem se queixar. É a esse que o ser humano verdadeiramente humano sabe assistir sem ostentação.
Amai-vos uns aos outros, eis toda lei, divina lei pela qual Deus governa os mundos. O amor é a lei de atração para os seres vivos e organizados, e a atração é a lei de amor para a matéria inorgânica.
Não olvideis jamais que o Espírito, qualquer que seja o seu grau de adiantamento, sua situação como reencarnado ou na erraticidade, este sempre colocado entre um superior que o guia e aperfeiçoa e um inferior perante o qual tem deveres iguais a cumprir. Sede, portanto, caridosos, não somente dessa caridade que vos leva a tirar do bolso o óbolo que friamente atirais ao que ousa pedir-vos, mas ide ao encontro das misérias ocultas. Sedes indulgentes para com os erros dos vossos semelhantes. Em lugar de desprezar a ignorância e o vício, instruí-os e moralizai-os. Sedes afáveis e benevolentes para com todos os que vos suo inferiores; sede-o mesmo para com os mais ínfimos seres da Criação, e tereis obedecido à lei de Deus.
Não há seres humanos reduzidos à mendicidade por sua própria culpa. Mas se uma boa educação moral lhes tivesse ensinado a lei de Deus, não teriam caído nos excessos que os levaram à perda. E é disso, sobretudo, que depende o melhoramento do nosso globo.

BIBLIOGRAFIA: O LIVRO DOS ESPÍRITOS.


domingo, 17 de setembro de 2017

AMOR MATERNAL E FILIAL

O LIVRO DOS ESPÍRITOS. CAPÍTULO XI. LEI DE JUSTIÇA, AMOR E CARIDADE.
AMOR MATERNAL E FILIAL.

O amor maternal é uma virtude e um sentimento instintivo comum aos seres humanos, e aos animais. A Natureza deu à mãe o amor pelos filhos, no interesse de sua conservação; mas, no animal, esse amor é limitado às necessidades materiais: cessa quando os cuidados se tornam inúteis. No ser humano, ele persiste por toda vida e comporta um devotamento e uma abnegação que constituem virtudes; sobrevive mesmo à própria morte, acompanhando o filho além da tumba. Vedes que há nele alguma coisa mais do que no animal.
Sendo o amor materno uma lei natural, existem mães que odeiam os filhos e frequentemente desde o nascimento, porque às vezes, é uma prova escolhida pelo Espírito do filho ou uma expiação, se ele tiver sido um mau pai, mãe ruim ou mau filho em outra existência. Em todos esses casos, a mãe ruim não pode ser animada senão por um mau Espírito, que procura criar dificuldades ao do filho, para que ele fracasse na prova desejada. Mas essa violação das leis naturais não ficará impune, e o Espírito do filho será recompensado pelos obstáculos que tiver superado.
Quando os pais têm filhos que lhes causam desgostos, é porque se trata de um encargo que lhes foi confiado e sua missão é a de fazer todos os esforços para conduzi-los ao bem. Por outro lado, esses desgostos são quase sempre a consequência dos maus costumes que os pais deixaram os filhos seguir desde o berço; eles colhem, portanto, o que semearam.
A vida tem sempre o seu por que, por isso temos pessoas que sofrem e não por acaso, e sim por uma razão de ser. Algo que fizeram ou ficaram devendo em encarnações passadas. E Deus da à oportunidade de reencarnarem juntos  afim de sanarem tal problema.


BIBLIOGRAFIA: O LIVRO DOS ESPIRITOS.

sábado, 16 de setembro de 2017

LIBERDADE DE PENSAR.

O LIVRO DOS ESPÍRITOS. CAPÍTULO X. LEI DE LIBERDADE. LIBERDADE DEPENSAMENTO.



A liberdade de pensamento como a de agir do Espírito é aprovada por Deus ao criá-lo.
A liberdade de pensar é ilimitada, porem ninguém pode tolher o pensamento alheio, aprisionando-o. No pensamento goza o ser humano de ilimitada liberdade, pois que não há como pôr-lhe limite.
Por causa da inferioridade e imperfeição de nosso povo, tenta-se conter a manifestação exterior do pensamento, ou seja, a liberdade de expressão, porque, se existe algo que escapa a qualquer opressão, é a liberdade de pensar. É por ela que o ser humano pode gozar de liberdade absoluta.
Com o progresso social, a liberdade tem evoluído especialmente como a liberdade de pensar, porquanto atualmente já não vivemos na época dos tempos da Inquisição católica.
De século para século, menos dificuldades tem encontrado o ser humano para pensar, e a cada geração que surge mais amplas se tornam as garantias individuais no que toca à inviolabilidade do foro íntimo. São bem distintas, assim, a liberdade de pensar e a de agir, pois, enquanto a primeira se exerce com total amplitude, sem barreiras, a última ainda padece de extensas e profundas limitações.
A liberdade de pensar, conquanto ilimitada, depende, porém, do grau evolutivo de cada Espírito, da sua capacidade de irradiação e discernimento. É que, à medida que o Espírito evolui, desenvolve-se o seu senso de responsabilidade sobre seus atos e pensamentos.
Toda oposição exercida sobre a liberdade de uma pessoa constitui sinal de atraso espiritual.  A liberdade de consciência é um dos caracteres da verdadeira civilização e do progresso.
A lei natural confere a toda criatura humana a liberdade de pensar, falar e agir, desde que não interfira nos direitos do próximo. Se o uso da liberdade tolhe a do outro, quem assim age é alvo de punição, seja por parte das leis humanas, seja por parte da Justiça Divina.
Na justiça divina o limite da liberdade individual se encontra inscrito na consciência de cada pessoa, o que gera para ela mesma o cárcere de sombra e dor, em que expungirá mais tarde, mediante o impositivo da reencarnação, as faltas porventura cometidas.
O limite de nossa liberdade está onde começa a liberdade do outro. Em todas as relações sociais e em nossas relações com nossos semelhantes, é preciso nos lembremos de constantemente disto: Os seres humanos são viajantes em marcha, ocupando pontos  diversos na escala da evolução pela quais todos sobem. Nada devemos, por conseguinte, exigir ou esperar deles, que não esteja em relação com seu grau de adiantamento.
O Espírito só estará verdadeiramente preparado para a liberdade no dia em que as leis universais, que lhe são externas, se tornem internas e conscientes pelo próprio fato de sua evolução.
No dia em que ele se compenetrar da lei e fizer dela a norma de suas ações, terá atingido o ponto moral em que o ser humano domina e governa a si mesmo.
 Um povo só é verdadeiramente livre, digno de usufruir da liberdade, se aprendeu a obedecer à lei interna, lei moral, eterna e universal de um poder mais alto.
Sem a disciplina moral que cada qual deve impor a si mesmo, as liberdades não passam de um logro; tem-se a aparência, mas não os costumes de um povo livre. Estabelece o código divino, com absoluta clareza: Tudo o que se eleva para a luz eleva-se para a liberdade.


BIBLIOGRAFIA:  O LIVRO DOS ESPÍRITOS.