quarta-feira, 6 de setembro de 2017

IGUALDADE DIANTE DO TUMULO.

O LIVRO DOS ESPÍRITOS. CAPITULO IX. LEI DE IGUALDADE.
IGUALDADE DIANTE DO TÚMULO.

Às vezes trata-se de um derradeiro ato de orgulho o desejo de se perpetuar a própria memória nos  monumentos fúnebres.
É dito isto porque, na suntuosidade dos monumentos fúnebres, às vezes, determinada pelos parentes que desejam honrar a memória do falecido, não passa de um orgulho que quererem honrar a si mesmos Oh!  Sim, nem sempre é pelo morto que se fazem todas essas demonstrações, mas por amor-próprio, por consideração ao mundo para exibição de riqueza. Será que a lembrança de um ser querido seja menos durável no coração do pobre porque ele só pode colocar uma flor sobre sua tumba? Será que o mármore salva do esquecimento aquele que foi inútil na Terra?
Mas não devemos reprovar de maneira absoluta as pompas fúnebres quando se homenageia a memória de um ser humano de bem, são justas e de bom exemplo.

Comentário de Kardec: A tumba é o lugar de encontro de todos os seres humanos, nela se findam impiedosamente todas as distinções humanas. É em vão que o rico tenta perpetuar a sua memória por meio de faustosos monumentos. O tempo os destruirá, como aos seus próprios corpos. Assim o quer a Natureza. A lembrança das suas boas e más ações será menos perecível do que do seu túmulo. A pompa dos funerais não o lavará de suas torpezas e não o fará subir sequer um degrau na hierarquia espiritual.

Há quem estranhe a existência do túmulo de Allan Kardec no Cemitério de Père Lachaise, em Paris, visitado pelos espíritas.  Outros censuram a visita de espíritas aos túmulos de parentes e amigos. Como se vê, são excessos de zelo que a doutrina não endossa. O túmulo de Kardec, como disse o médium Francisco Cândido Xavier, após visitá-lo- “É uma mensagem permanente de luz.”.

BIBLIOGRAFIA. O LIVRO DOS ESPÍRITOS.



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