quinta-feira, 12 de outubro de 2017

FORMA E UBIQUIDADE DOS ESPÍRITOS.


O LIVRO DOS ESPÍRITOS. PARTE SEGUNDA MUNDO ESPÍRITA OU DOS ESPÍRITOS. CAPÍTULO I. DOS ESPÍRITOS. FORMA E UBIQUIDADE DOS ESPÍRITOS.

Os Espíritos têm uma forma determinada, limitada e constante aos nossos olhos, mas não aos dos Espíritos puros.  Eles são, se o quisermos uma flama, um clarão ou uma centelha etérea.
Esta flama ou centelha tem alguma cor para nós, e ela varia do escuro ao brilho do rubi, de acordo com a menor ou maior pureza do Espírito.
Comentário de Kardec:  Representam-se ordinariamente os gênios com uma flama ou uma estrela na fronte. É essa uma alegoria, que lembra a natureza essencial dos Espíritos. Colocam-na no alto da cabeça, por ser ali que se encontra a sede da inteligência.
Os Espíritos gastam algum tempo para cruzar o espaço, porém, mas rápido como o pensamento.
O pensamento é a própria alma que se transporta. Quando o pensamento está em alguma parte, à alma também o está, pois é a alma que pensa. O pensamento é um atributo.
O Espírito que se transporta de um lugar a outro tem consciência da distância que percorre e dos espaços que atravessa, e é subitamente transportado para onde deseja ir.  O Espírito pode perfeitamente, se o quiser, dar-se conta da distância que atravessa, mas essa distância pode também desaparecer por completo; isso depende da sua vontade e também da sua natureza, se mais ou menos depurada.
A matéria não oferece obstáculos aos Espíritos; eles penetram tudo; o ar, a terra, as águas, o próprio fogo lhes são igualmente acessíveis.
Os Espíritos têm o dom da ubiquidade, porém não pode dividir-se ou estar ao mesmo tempo em vários pontos; mas cada um deles é um centro que irradia para diferentes lados, e é por isso que parecem estar em muitos lugares ao mesmo tempo. Vês o sol, que não é mais do que um, e, não obstante, irradia por toda parte e envia os seus raios até muito longe. Apesar disso, ele não se divide.
Nem todos os Espíritos irradiam com o mesmo poder; o poder de irradiação depende do grau de pureza de cada um.
Comentário de Kardec: Cada Espírito é uma unidade indivisível; mas cada um deles pode estender o seu pensamento em diversas direções, sem por isso se dividir É somente nesse sentido que se deve entender o dom de ubiquidade atribuído aos Espíritos. Como uma fagulha que projeta ao longe a sua claridade e pode ser percebida de todos os pontos do horizonte. Como, ainda, um ser humano que, sem mudar de lugar e sem se dividir, pode transmitir ordens, sinais e produzir movimentos em diferentes lugares.


 BIBLIOGRAFIA: O LIVRO DOS ESPÍRITOS.

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