PARTE QUARTA. ESPERANÇAS E
CONSOLAÇÕES. CAPÍTULO II.
PENALIDADDES E PRAZERES
FUTUROS. O NADA. VIDA FUTURA.
O ser humano repele instintivamente o nada porque ele não existe.
O sentimento instintivo da vida futura vem
para o ser humano
antes da encarnação. O Espírito conhece todas essas coisas, e a alma
guarda uma vaga lembrança do que sabe e do que viu no estado espiritual.
Comentário
de Kardec: Em todos os tempos, o ser humano se
preocupou com o futuro de além-túmulo, o que é muito natural. Qualquer que seja
a importância dada à vida presente, ele não pode deixar de considerar quanto é
curta e, sobretudo precária, pois pode ser interrompida a cada instante e
jamais ele se acha seguro do dia de amanhã. Em que se tornará depois do instante
fatal? A pergunta é grave, pois não se trata de alguns anos, mas da eternidade.
Aquele que deve passar longos anos num país estrangeiro se preocupa com a
situação em que se encontrará no mesmo. Como não nos preocuparmos com a que
teremos ao deixar este mundo, desde que o será para sempre?
A ideia do nada tem algo que repugna
à razão. O ser humano mais despreocupado nesta vida, chegado o momento supremo,
pergunta a si mesmo o que será feito dele e involuntariamente fica na
expectativa.
Crer em Deus sem admitir a vida
futura seria um contrassenso. O sentimento de uma existência melhor está no
foro íntimo de todos os seres e Deus não o pôs ali em vão.
A vida futura implica a conservação da nossa
individualidade após a morte. Que nos importaria sobreviver ao
corpo, se a nossa essência moral tivesse de perder-se no oceano do infinito? As
consequências disso para nós seriam as mesmas do nada.
BIBLIOGRAFIA: O LIVRO DOS ESPÍRITOS.
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