segunda-feira, 2 de outubro de 2017

O NADA. VIDA FUTURA.



PARTE QUARTA. ESPERANÇAS E CONSOLAÇÕES. CAPÍTULO II.
PENALIDADDES E PRAZERES FUTUROS. O NADA. VIDA FUTURA.


O ser humano repele instintivamente o nada porque ele não existe.
O sentimento instintivo da vida futura vem para o ser humano antes da encarnação. O Espírito conhece todas essas coisas, e a alma guarda uma vaga lembrança do que sabe e do que viu no estado espiritual.
Comentário de Kardec: Em todos os tempos, o ser humano se preocupou com o futuro de além-túmulo, o que é muito natural. Qualquer que seja a importância dada à vida presente, ele não pode deixar de considerar quanto é curta e, sobretudo precária, pois pode ser interrompida a cada instante e jamais ele se acha seguro do dia de amanhã. Em que se tornará depois do instante fatal? A pergunta é grave, pois não se trata de alguns anos, mas da eternidade. Aquele que deve passar longos anos num país estrangeiro se preocupa com a situação em que se encontrará no mesmo. Como não nos preocuparmos com a que teremos ao deixar este mundo, desde que o será para sempre?
A ideia do nada tem algo que repugna à razão. O ser humano mais despreocupado nesta vida, chegado o momento supremo, pergunta a si mesmo o que será feito dele e involuntariamente fica na expectativa.
Crer em Deus sem admitir a vida futura seria um contrassenso. O sentimento de uma existência melhor está no foro íntimo de todos os seres e Deus não o pôs ali em vão.
A vida futura implica a conservação da nossa individualidade após a morte.  Que nos importaria sobreviver ao corpo, se a nossa essência moral tivesse de perder-se no oceano do infinito? As consequências disso para nós seriam as mesmas do nada.
BIBLIOGRAFIA: O LIVRO DOS ESPÍRITOS.


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